domingo, 7 de abril de 2013

Carro de Passageiros Double Decker Mafersa/Alstom

A Mafersa foi fundada em 31 de janeiro de 1944. Durante esse período fabrica rodas e eixos para as ferrovias nacionais. Devido à sua localização às margens da então São Paulo Railway, vendia rodas, eixos e vagões de carga para essa ferrovia.

Mafersa/Alstom no Brasil

Em 1947 a ferrovia foi estatizada, sendo renomeada Estrada de Ferro Santos Jundiaí. A EFSJ começa estudos de modernização de sua ferrovia em parceria com empresas americanas através da missão tecnológica Brasil–EUA ocorrida nos anos 50. Em 1957 é feito um contrato de transferência de tecnologia com a The Budd Company, sendo a Mafersa a primeira companhia industrial da América Latina a produzir carros em aço inoxidável. No mesmo ano é inaugurada a filial de Caçapava, responsável pela fabricação de truques, eixos, rodas e engates.

Após o golpe militar de 1964 a Mafersa é estatizada e inicia a produção de carros de passageiros série 800 baseados na série Pioneer III da Budd para a Estrada de Ferro Sorocabana e Estrada de Ferro Araraquara. Em 1968 são fabricados TUE’s para a EFSJ baseados na série Pioneer III da Budd.
Na década de 1970, a Mafersa teve o seu auge, fabricando TUE’s para o Metrô de São Paulo em 1972 (sob licença Budd), Metrô do Rio em consórcio com a Villares, 1978, para a RFFSA entre 1976 e 1978, e para a Fepasa em consórcio com a Villares, ACEC e Sorefame, 1980.

Durante a década de 1980 a Mafersa sofre um duro golpe com a falência da The Budd Company, sendo que fica impedida de fabricar trens utilizando os métodos da empresa americana. Sua última encomenda utilizando esse processo foram os TUE’s 700 para a RFFSA, fabricados entre 1983 e 1987. Houve uma tentativa de utilizar um processo de fabricação francês sob licensa Francorail, mas o único projeto que a Mafersa utilizou esse processo foram as frotas C e D do metrô de São Paulo construída em conjunto com a Cobrasma.

Além disso, crises econômicas impedem o governo brasileiro que respondia pela maioria de suas encomendas de adquirir novos trens, o que obriga a Mafersa e sua concorrente Cobrasma a iniciar a fabricação de ônibus e trólebus em 1985 como um meio de diversificar seus produtos para fugir da crise econômica.

No início dos anos 90 a Mafersa fabrica trens para o metrô de Brasília, com novo processo de fabricação já utilizado nos trens do metrô Rio. Na mesma época a Mafersa faz parceria com a empresa norte americana Morrison-Knudsen Co.. Essa parceria resulta na fabricação de 256 caixas para TUE's de aço inox para o metrô de Chicago (3200-series), 38 carros de passageiros chamados nos EUA de Mafersa Coaches para a Virginia Railway Express.

Em 11 de novembro de 1991 a empresa é privatizada,[3]sendo que a Refer (associação dos funcionários da Rede Ferroviária Federal) adquiriu o controle acionário com 90% das ações. Em 1994 o consórcio Morrison-Knudsen Co. / Mafersa vence licitação nos EUA que prevê a fabricação de carros de 2 andares para a Caltrans nos EUA. O contrato é cancelado em 1995 com a falência da Morrison-Knudsen Co., detentora do contrato nos EUA.

No início dessa década o governo brasileiro não faz nenhuma encomenda de trens o que leva a empresa à nova crise que atingiu o seu ápice em 1995, com a falência da parceira Morrison-Knudsen Co., com a fábrica parando a produção por três meses sendo vendida ao Clube de Investimentos dos Funcionários. No fim desse ano os 1.820 empregados foram demitidos e a dívida da Mafersa atingia R$ 2,6 milhões. A fabrica foi reaberta em 1996 com 360 funcionários e recebeu apenas encomendas de reformas, tendo reformado a antiga série 100 da EFSJ que agora pertence à CPTM.

A filial de Caçapava atinge a marca de 2 milhões de rodas produzidas em 21 de agosto de 1998.
A matriz industrial no bairro da Lapa em São Paulo era adquirida pela multinacional francesa Alstom em 1997.

_____________________Revista Eletrônica Transportes Sobre Trilhos - O Futuro da Mobilidade - RETT_____________________
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