quarta-feira, 28 de junho de 2017

Estação Ferroviária de Rossio - Lisboa

A obra para a sua construção, adjudicada a uma empresa belga, incluía, para além da estação, a abertura do túnel ferroviário do Rossio, a ligação rodoviária à Calçada do Carmo e o Hotel Palace e iniciou-se no ano de 1886.

A empreitada da Estação Ferroviária do Rossio foi rápida e passados apenas 4 anos e a estação foi inaugurada. No dia 23 de Novembro de 1890 abria ao público e ao tráfego ferroviário com o nome de estação da Avenida.


A Estação Ferroviária do Rossio apresenta uma fachada principal onde se destacam as suas 8 portas e 18 janelas, o conjunto arquitetônico da entrada da estação, feita pela zona dos Restauradores, é embelezado pelo magnífico relógio, amplamente decorado, que está colocado no topo centro do edifício como que coroando esta perfeita conjugação de elementos que se pode enquadrar ainda na linha revivalista do tardio romantismo português.A Estação Ferroviária do Rossio tem um estilo neo-manuelino, o edifício que alberga a Estação do Rossio é considerado um verdadeiro monumento e a prová-lo a classificação como Edifício de Interesse Público atribuída pelo Estado em 1971 que incluiu vários outros imóveis da zona da avenida da Liberdade.

Uma chamada de atenção também para a cobertura do cais de embarque, um excelente exemplo da arquitetura do ferro, muito em voga no século XIX. Ainda no que toca à configuração e utilização desta infra-estrutura ferroviária é necessário fazer também referência ao facto, curioso, das plataformas de embarque da estação estarem localizadas 30 metros acima do nível da entrada principal, coincidindo com o último piso do edifício.

Por sua vez, o acesso dos comboios à estação do Rossio, possível apenas via estação de Campolide, faz-se através de um túnel com via dupla de aproximadamente 2,6 km de comprimento e com um perfil abobadado de 8 m de largura por 6 m de altura.

A Estação Ferroviária do Rossio, em funcionamento há cerca de 120 anos foi, durante muito tempo, a principal estação de comboios da cidade de Lisboa devido à sua proximidade com o centro e com a baixa.

Com o aumento do tráfego de passageiros e comboios, especialmente do que provinha da Linha de Sintra, foi necessário proceder a uma descentralização deste movimento de forma a agilizar o sistema de transportes públicos da cidade.

Assim, os comboios internacionais e de longo curso passaram a fazer a sua paragem na estação de Santa Apolónia, ficando a do Rossio reservada apenas ao tráfego ferroviário suburbano.

Com os anos a Estação do Rossio foi alvo de várias intervenções e melhoramentos e já na última década do século XX foi ali construído um átrio norte subterrâneo de forma a criar uma ligação direta à rede do Metro de Lisboa – Linha Azul – e de autocarros dos Restauradores.

Atualmente a Estação Ferroviária do Rossio é um dos locais mais vibrantes e repletos de vida da capital portuguesa.

Milhares e milhares de pessoas, que chegam e saem de Lisboa, passam todos os dias por ela e dali acedem fácil e rapidamente ao centro da cidade e à Baixa Pombalina. Fonte: Divulgação Foto: Silvério Borges


domingo, 25 de junho de 2017

Este vídeo mostra toda a beleza dos túneis do metrô de Londres

O metrô de Londres é feito de um dos mais complexos sistemas de túneis do mundo. Como uma pessoa que se desloca diariamente de casa para o trabalho, é difícil enxergar a beleza dessa complexa corrida entre labirintos durante todas as manhãs. No entanto, este pequeno vídeo consegue colocar esses túneis praticamente infinitos como uma obra de arte.


Utilizando travellings lentos e métodos, o vídeo Deeper Underground revela a beleza simétrica dos túneis de Londres. Mas como qualquer pessoa que dependa do metrô diariamente pode confirmar, é mais fácil apreciar toda essa arquitetura e infraestrutura quando não é você que está lutando contra hordas de pessoas atrasadas para o trabalho. Fonte: Gizmodo





sábado, 24 de junho de 2017

Os trens e as cerejeiras no Japão

A Primavera chega no Japão e junto dela as primeiras cerejeiras começam a florescer. As flores de cerejeira (Sakura) são um dos símbolos mais belos e marcantes da cultura japonesa, como os Shinkansen, despertando a paixão e interesse da população japonesa e de turistas do mundo todo. Porém o período das cerejeiras é relativamente curto, podendo durar apenas alguns dias ou semanas a partir do florescimento. Fonte: Divulgação


quinta-feira, 22 de junho de 2017

A História da Implantação dos Trens de Cascais desde 1870

A primeira iniciativa para trazer o caminho de ferro a Cascais foi lançada em 1870 pelo engenheiro M. A. Thomé de Gamond, que propôs a construção de uma linha de Lisboa a Colares, passando por Cascais, Alcabideche e Sintra. Embora este projeto tivesse falhado, fundou as bases para a futura linha de Lisboa a Cascais, que deveria acompanhar a orla costeira.


Em 23 de Fevereiro de 1871, um decreto autorizou a construção de uma linha no sistema americano entre Lisboa e Cascais, concessão que foi passada para a Companhia de Carris de Ferro de Lisboa por um decreto de 21 de Novembro de 1872. No entanto, a linha apenas foi construída até Algés, tendo a concessão sido anulada em 10 de Março de 1884 por não ter sido totalmente construída até Cascais no período determinado. Entretanto, em 29 de Agosto de 1871, o Duque de Saldanha foi autorizado a prolongar a sua rede ferroviária, no sistema Larmanjat, até Belém e Cascais, projeto não não chegou sequer a ser iniciado. Pouco depois, a Companhia Real dos Caminhos de Ferro Portugueses começou a manifestar a intenção de construir várias linhas de carácter suburbano em Lisboa, incluindo uma linha de Cascais à Estação de Santa Apolónia[5], tendo a empresa sido autorizada a construir esta linha por um alvará de 9 de Abril de 1887. Em Junho de 1888 já estava em construção a linha de Alcântara a Cascais, e o primeiro trecho do Ramal de Cascais, entre Cascais e Pedrouços, entrou ao serviço em 30 de Setembro de 1889.

A linha foi concluída com a chegada ao Cais do Sodré em 4 de Setembro de 1895, não tendo chegado a ser completada até Santa Apolónia, devido a vários problemas técnicos, e aos receios que a passagem do caminho de ferro danificasse a estética da Praça do Comércio. Fonte: Divulgação/Foto: Silvério Borges


quarta-feira, 21 de junho de 2017

Socadora e Estabilizadora 09-32/4S

A Socadora e Estabilizadora dinâmica de trilhos contínuos, também podem ser incorporados em outras máquinas de manutenção de via, as máquinas como a KPV ou unidades de carregamento e distribuição de lastro para o preenchimento das zonas por Compactadores ou Socadoras, também pode ser mencionado como um exemplo mais amplo da incorporação de vários processos de trabalho em Socadoras. Fonte: Divulgação

quinta-feira, 8 de junho de 2017

Amtrak tem mais de 40 anos de história americana

A Amtrak tem mais de 40 anos de história americana, estamos orgulhosos dos esforços que colocamos no serviço ferroviário de passageiros. Desde o início das operações em 1971, trabalhamos incessantemente para transformar uma forma clássica de transporte, preservando os aspectos da viagem ferroviária que são intemporais, enquanto modernizamos aqueles que estão mais tempo em serviço para isso. O ano fiscal de 2015 marcou o quinto ano consecutivo em que o número de passageiros excedeu 30 milhões de passageiros - prova, se for necessário, de que o amor de longa data da América ainda abraça nosso modo de transporte clássico e moderno em sua forma moderna. Fonte: Amtrak



terça-feira, 6 de junho de 2017

A GE e a Vale estão deixando o transporte ferroviário brasileiro mais conectado e inteligente

Em um país com custos imensos de logística como o Brasil, apostar no desenvolvimento da malha ferroviária para o transporte de carga pode ser determinante para a eficiência da indústria. Diante desse cenário, a GE segue trilhando o caminho da inovação: por meio de uma plataforma que transforma locomotivas em centrais móveis de dados, conseguimos deixar as linhas férreas mais inteligentes, elevando velocidade e produtividade ao passo que reduzimos gastos, riscos e atrasos. Eis o Trip Optimizer, solução digital da GE que já está ajudando uma das maiores mineradoras do mundo, a Vale, a deixar seus processos e ecossistemas mais conectados. Quer saber como ele funciona?



Imagine um trajeto ferroviário com tantos obstáculos que, para preservar as locomotivas, os operadores dos trens precisavam guiar de acordo com diferentes parâmetros, considerando áreas instáveis e remotas, curvas acentuadas e variações de velocidade e aceleração. Para se ter uma ideia, os maquinistas da Vale tinham um manual de instruções para conduzir o trem em diferentes trechos da via, com especificações para cada vagão e locomotiva, contemplando diversos fatores territoriais e operacionais!

Foi então que a solução da GE entrou em cena para tornar tudo mais digital. “O Trip Optimizer é um recurso à disposição dos maquinistas, como um piloto automático, capaz de proporcionar também a redução do consumo de combustível. Para isso, ele calcula de forma inteligente a aceleração e a frenagem ideais das locomotivas da composição a partir de fatores internos e externos”, explica Nelyo Oliveira, gerente de tecnologias digitais da GE Transportation para América Latina. A solução integra sistemas de bordo e de GPS, levando em consideração aspectos da ferrovia e características do trem - como comprimento, peso, limites de velocidade, tempo de trajeto, desempenho das locomotivas, rampas e relevo acidentado - para definir padrões de viagem. Dessa forma, proporciona não apenas grandes ganhos em segurança, mas também em produtividade.

Mas os desafios da Vale eram enormes: dona de alguns dos trens mais pesados e complexos do mundo, com três locomotivas e 330 vagões, os maiores objetivos da empresa eram simplificar a operação e minimizar a queima de combustível na rota da Estrada de Ferro Carajás (EFC), ferrovia com 892 quilômetros de extensão utilizada principalmente para o transporte de minério de ferro. Além disso, garantir fidelidade ao plano de viagem estabelecido, reduzir as forças internas nos engates e ajustar o tamanho do trem conforme a demanda também eram pontos críticos. “A Vale precisava de flexibilidade na operação, com a possibilidade de variar o número de carros e locomotivas de acordo com a necessidade”, conta Lucas Malta, líder do programa de tecnologias digitais para Transporte e Aviação do Centro de Pesquisas da GE localizado no Rio de Janeiro. “Como o trem era muito difícil de dirigir, todo aquele manual precisaria ser refeito, pensando na nova configuração da operação”, considera.


A partir de todas essas demandas, o nosso Centro de Pesquisas atuou com força total. “Foram necessárias duas adaptações para implementar o produto com efetividade: uma para a base do computador de bordo, que é responsável pelo planejamento de automação e controle do combustível, e outra para os desafios particulares da Vale, que demandavam funcionalidades personalizadas”, conta Malta, que participou ativamente das pesquisas para customizar a solução. “Durante o teste piloto, os desenvolvedores do Centro de Pesquisas realizaram simulações para entender o que não fazia sentido para a Vale e precisaria ser mudado. Depois, foi feita uma investigação para verificar onde havia oportunidade de economia, ajustando os cálculos para a realidade da operação até conseguir melhorar os resultados”, resume o pesquisador.


Revisando tais configurações, a meta era reduzir o consumo de combustível em, no mínimo, 3% em comparação a trens que não usam o Trip Optmizer. Após vários meses de ajustes e alinhamentos entre os pesquisadores do Centro de Pesquisas da GE no Rio de Janeiro, a área de engenharia da Vale e os times da GE Transportation dos Estados Unidos e Brasil, esse número excedeu as expectativas: atingimos 3,65% de economia. Para completar, foi possível padronizar as viagens, oferecer maior flexibilidade operacional e evitar paradas não planejadas. O sucesso da implementação foi tão grande que a Vale solicitou testes pilotos do Trip Optimizer para outras duas operações: a Estrada de Ferro Vitória a Minas, que liga as minas da Vale ao Porto de Tubarão (ES), e do Corredor Nacala, em Moçambique.

Confira no infográfico abaixo como os testes e adaptações do Trip Optimizer foram feitos para a Vale, trazendo diversos benefícios mensuráveis:


O projeto, que representou uma das primeiras experiências de testes com o Trip Optimizer fora dos Estados Unidos, foi pioneiro na implementação desse tipo de tecnologia na América Latina. Atualmente, em todo o mundo, são quase 3 mil trens operados todos os dias utilizando os benefícios operacionais dessa solução digital, resultando em mais de 16 milhões de quilômetros já percorridos por trens inteligentes! Acompanhe o GE Reports Brasil e saiba mais sobre a excelência do projeto com a Vale! Fonte: GE Brasil

sábado, 3 de junho de 2017

Estudo para implantação de VLP entre Lousã e Coimbra

O investimento previsto para o denominado “sistema metrobus”, que deverá operar no canal do ramal ferroviário da Lousã e na cidade de Coimbra, oscila entre os 95 e os 110 milhões de euros, incluindo a frota de autocarros (híbridos, com propulsão elétrica ou a gás natural comprimido), segundo o documento – a que a agência Lusa teve acesso – que será apresentado, a partir das 09:30, em Lousã, Miranda do Corvo e Coimbra.


Encomendado pelo Governo, através da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC), ao Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), o estudo rejeita a reposição do comboio no Ramal da Lousã, ao contrário do recomendado pela Assembleia da República em diferentes resoluções aprovadas em fevereiro.

Apesar de o LNEC manter para o novo projeto a designação “Sistema de Mobilidade do Mondego”, com a sigla SMM, adotada em 2006 pelo primeiro Governo de José Sócrates, quando Mário Lino era ministro da tutela, é agora abandonada uma solução de transporte em carris, metro ou comboio convencional.

“A reposição do comboio pesado face à solução ‘Metrobus’ não permite o atravessamento da cidade de Coimbra”, nem “a articulação urbana” dos sistemas no futuro, argumenta o LNEC.

Por outro lado, em abono da opção tecnológica defendida, os técnicos do mesmo instituto público concluíram que a futura rede de autocarros “não é uma solução comparável” à das automotoras que circularam no Ramal da Lousã até janeiro de 2010, quando a linha foi encerrada para obras que previam, desde pelo menos 1996, a introdução de um metro ligeiro.

Em 2009, numa altura em que a linha centenária da Lousã estava desvalorizada por falta de investimentos públicos e na expectativa da instalação do metro de superfície, “a CP transportou cerca de um milhão de passageiros”, recordam.

Em fevereiro, a Assembleia da República aprovou projetos de resolução do BE, PCP e PEV sobre o Ramal da Lousã e sobre a empresa Metro Mondego (MM), em cujas votações a bancada do PS de um modo geral se demarcou, votando contra ou optando pela abstenção.


Refletindo diferentes posições quanto ao futuro da MM, os partidos à esquerda do PS convergiam especialmente quanto a uma solução de natureza ferroviária para a linha entre Coimbra e Serpins, no concelho da Lousã.

Depois de um primeiro estudo, pedido pelo anterior Governo, de Pedro Passos Coelho, o LNEC procurou nesta fase “analisar a viabilidade de uma opção de alta prestação como solução para o SMM”.

Um investimento que, segundo o estudo, “garanta o reforço das condições de mobilidade” nos concelhos de Coimbra, Miranda do Corvo e Lousã.

“A incerteza na estimativa da procura foi um fator atendido na configuração das diferentes soluções tecnológicas”, salienta o LNEC. Entre Serpins e Alto de São João, em Coimbra, “o canal é em via única e terá guiamento automático”.

A frota prevista deverá incluir 30 autocarros de 55 lugares sentados, para o troço suburbano da rede, e 13 articulados de 130 lugares sentados e em pé, para a área urbana da capital do distrito.

O novo projeto (infraestrutura e veículos) deverá ser candidatado a apoios europeus, admitindo o estudo que venha a exigir nova avaliação de impacte ambiental.

O projeto integral do metro, agora abandonado, obteve declaração de impacte ambiental “com parecer favorável condicionado”.

O movimento Lousã pelo Ramal, que defende a reposição do transporte ferroviário no Ramal da Lousã, marcou uma concentração de protesto junto aos Paços do Concelho desta vila, com início às 09:00, antes da chegada do ministro Pedro Marques. Fonte: Notícias de Coimbra


_____________________Revista Eletrônica Transportes Sobre Trilhos - O Futuro da Mobilidade - RETT_____________________
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