quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Trens monitorados via satélite

A proposta é usar a estrutura do Galileu, o sistema de navegação da comunidade europeia, para organizar o fluxo de trens no país - o que reduziria os gastos de manuntenção com o sistema de sinalização.

De acordo com The Telegraph, o sistema ferroviário inglês conta com uma complexa rede que envolve 800 centros de sinalização.

Muitos deles ainda datam do tempo da Rainha Vitória, que reinou há 150 anos. Até 2016, o país quer reduzir para 12 o número de centros regionais.


Segundo The Telegraph, a adoção da proposta do ministro envolve alguns problemas. Um exemplo é o fato de que o uso do Galileu para essa finalidade não seria permitido.

Outro ponto é o risco envolvido em possíveis falhas do sistema, que poderiam resultar em colisões entre trens. O jornal lembra ainda que sinais do satélite poderiam não funcionar dentro de túneis - como acontece com celulares.

Entretanto, o ministro inglês é enfatico na defesa de sua ideia de multiplicar os usos possíveis do Galileu. "Aeroportos ficariam abertos com mau tempo; barcos fazendo pesca ilegal poderiam ser rastreados; serviços de banda larga poderiam ser levados a áreas remotas", afirmou Willetts

Em órbita há dois anos, o sistema de navegação Galileu deve reunir cerca de 30 satélites até 2020. Criado para competir com o GPS americano, o projeto é um dos mais ambiciosos da história aeroespacial europeia.


Fonte: Exame

sábado, 25 de janeiro de 2014

A primeira fabricante de sinalização ferroviária do Brasil - Alstom

A Alstom Transporte é líder mundial em equipamentos e serviços ferroviários, oferecendo a mais ampla gama de equipamentos do mercado, de material rodante e infraestrutura a sistemas de sinalização, informação e manutenção. Somos referência mundial em VLTs, metrôs e trens regionais de alta e altíssima velocidade, com mais de 1.000 composições em operação comercial ao redor do mundo.

No Brasil, fomos a primeira fabricante de sinalização ferroviária do Brasil e atuamos desde o projeto e fabricação de carros de passageiros, sistemas de sinalização de trilhos e de bordo, centros de controle operacional, manutenção e modernização de carros e locomotivas, até a gestão de projetos.

Em 2014, anunciamos a inauguração da terceira unidade do setor em Taubaté, São Paulo. A unidade contará com a nova linha de produção dedicada a VLTs e entrará em operação a partir de dezembro de 2014.

É desta forma que cumprimos o nosso objetivo de criar sistemas que superem diariamente os novos desafios da mobilidade inteligente, construindo e mantendo soluções que operam de forma eficiente. Para nós, sucesso é quando os passageiros desfrutam de viagens tranquilas e seguras e a integram totalmente a seu estilo de vida. Fonte: Alstom

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Estação de Tóquio - Japão

Muitos trens chegam e partem da estação de Tóquio, em detalhe na foto aparacem alguns trens regionais, alguns modelos de trem de alta velocidade e também o Hayabusa em verde.
Esta é a vista do Fórum Internacional de Tóquio, perto da estação de Tóquio.

O Japão foi o pioneiro na construção dos trens de alta velocidade, o primeiro trem bala circulou em 1964.

O Japão tem uma tecnologia incrível em alta velocidade com índices invejáveis de pontualidade.


sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Alstom entrega o primeiro trem para SuperVia no Rio de Janeiro

Um ano após a assinatura do contrato, a Alstom entregou o primeiro dos dez trens encomendados pela SuperVia Concessionária, no Rio de Janeiro. A nova composição está na fase de testes e vai começar a operar em março.

Os trens têm design inovador, ar-condicionado, passagem interna entre os carros, o sistema não permitirá a abertura de portas durante a viagem, câmera de circuito fechado, painéis de LED e será capaz de transportar até 2.600 passageiros por trem.

Os 80 novos carros serão entregues em setembro de 2014 e vai modernizar todo o sistema de transporte do Rio de Janeiro. O objetivo é levar mais conforto a quantia de 600 mil passageiros da SuperVia transporta diariamente.



Fonte: Alstom

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

A modernidade no transporte ferroviário de passageiros

A Vale vinha amadurecendo há alguns anos a ideia de substituir os trens de passageiros da empresa. Em 2014, o projeto começa a ser implementado. A primeira linha a ter os comboios renovados, a partir do fim de março, será a Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM), que transporta um milhão de passageiros por ano. No primeiro semestre de 2015, será a vez de os novos carros, com padrão europeu de qualidade, chegarem à Estrada de Ferro de Carajás (EFC), entre o Pará e o Maranhão, na qual viajam 350 mil pessoas todo ano.


A Vale vai investir US$ 135 milhões no programa de renovação dos trens de passageiros. Desse total, US$ 80,2 milhões estão sendo aplicados na compra de 56 novos carros ferroviários para a EFVM. Serão 10 carros de classe executiva e 30 de categoria econômica, além de veículos de apoio como vagões-restaurante, lanchonete, gerador e um vagão específico para cadeirantes (pessoas com dificuldade de locomoção). A empresa vai aplicar ainda US$ 55 milhões na compra de 39 carros para a EFC.

Os novos trens foram encomendados à romena Astra Vagoane. Na licitação aberta pela Vale, não se encontrou um fabricante nacional que atendesse a todos os requisitos exigidos pela mineradora. Segundo a Vale, trata-se de um novo trem de passageiros para longas distâncias, algo não comum no Brasil, com características técnicas muito específicas. As questões técnicas e econômicas foram fundamentais, portanto, para a escolha do fornecedor, que já conhecia o projeto. A Vale afirmou, no entanto, que sempre busca fornecedores no Brasil.
          
Vicente Abate, presidente da Associação Brasileira da Indústria Ferroviária (Abifer), disse que a escolha da Astra teve razões comerciais uma vez que a indústria brasileira não foi competitiva em relação aos romenos em termos de preços. Segundo Abate, o volume da encomenda não era muito grande e havia ainda diversos tipos de carros a serem produzidos. Como a Astra já havia fornecido vagões para a Vale, a empresa romena tinha o projeto, outro diferencial a seu favor na concorrência. Abate reconheceu, porém, que a mineradora fez esforços para contratar a encomenda no país.

As duas ferrovias que estão tendo os comboios de passageiros renovados têm papel estratégico para a Vale no transporte de cargas. Sobretudo para o minério de ferro produzido pela empresa em Minas Gerais, escoado via EFVM, e em Carajás, no Pará, transportado via EFC. Mas as duas malhas também cumprem um papel social importante ao facilitar a mobilidade das pessoas que vivem em comunidades ao longo das operações da companhia, disse Zenaldo Oliveira, diretor de operações logísticas da Vale. "Estamos fazendo um investimento que busca trazer mais conforto para as comunidades que utilizam o trem", afirmou.

O transporte de passageiros é uma obrigação para a Vale no contrato de concessão. A cláusula quinta do contrato determina que cabe à concessionária prover os investimentos que assegurem a prestação do serviço adequado, segundo a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Os investimentos nos novos trens foi uma decisão da Vale sem que houvesse qualquer demanda da agência. Entre as exigências da concessão, aparecem a prestação do serviço em condições de regularidade, continuidade, eficiência, segurança e modicidade tarifária.

Pesquisa realizada pelo Instituto Futura, sob encomenda da Vale, mostrou aprovação dos usuários com o serviço. O estudo apontou índice de satisfação acima de 83% em relação aos serviços e ao atendimento realizados no trem de passageiros e nas estações da EFVM. O estudo mostrou que 40% dos entrevistados embarcam a passeio, enquanto 13,5% utilizam o transporte ferroviário a trabalho. Outros 25% viajam de trem para visitar parentes e amigos e quase 8% para cuidar da saúde.

A viagem entre Belo Horizonte (MG) e Vitória (ES) demora cerca 13 horas e cada trecho custa R$ 91 na executiva e R$ 58 na econômica. Mesmo com os trens novos, o tempo de viagem vai permanecer o mesmo pois a EFVM é uma ferrovia com relevos, diferente de países da Europa. O trem de passageiros da EFVM é o único serviço diário do Brasil que percorre longas distâncias (664 quilômetros) interligando duas regiões metropolitanas ao longo das quais passa por 42 municípios.

Na EFC, no Norte, a passagem custa R$ 110 na executiva e R$ 55 na econômica. A frequência é de três vezes por semana. O trem percorre 860 quilômetros entre Parauapebas (PA) e São Luís (MA), passando por 27 municípios.

O que fará diferença nos novos trens é a tecnologia e o conforto a bordo. Os comboios serão climatizados nas duas classes e terão tomadas elétricas individuais nas poltronas para carregamento de aparelhos eletrônicos. Os carros da executiva vão contar com sistema de som e iluminação individuais. O carro executivo, hoje com capacidade para 78 lugares, passará a ter 60 vagas. A econômica, que opera com média de 70 lugares, passará a contar com 79 vagas.

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Locomotiva da Canadian National Railway movida a gás natural

A Canadian National Railway está testando duas locomotivas movidas a gás natural em Alberta, para ver se é viável mudar de diesel, para um combustível que é barato, abundante e relativamente limpo. Gigante de gás natural Encana Corp (TSX: ECA) está fornecendo o abastecimento, juntamente com a manutenção, que será executado em Edmonton.

A Conversão de Energia Inc, empresa dos EUA, está fornecendo os kits de conversão para CN, a medida vai reduzir as emissões de dióxido de carbono em 30% e as emissões de óxido de nitrogênio em 70% ao longo de um ciclo de trabalho da locomotiva.

"O gás natural tem um teor de carbono menor em comparação com o combustível diesel, se a tecnologia ferroviária empregada com esta forma de energia, em última análise, revela viável, produziria significativamente menos emissões de dióxido de carbono", disse o diretor de operações CN Keith Creel. Fonte: CN

Locomotiva e Vagão Especial Tanque

VLI mais do que dobra sua frota de vagões em dois anos

A VLI, empresa de logística de carga geral com serviços que integram portos, ferrovias e terminais intermodais, adicionou à sua frota de vagões utilizada na Ferrovia Norte Sul um total de 306 novos ativos no acumulado de 2013, sendo 208 unidades do tipo hopper, para o transporte de grãos, e 98 vagões-tanque para combustível.

Somada aos 179 hopper e 30 tanques integrados à frota em 2012, a aquisição realizada no ano passado fez com que a quantidade de equipamentos operados pela empresa na ferrovia mais do que dobrasse em dois anos, saltando de 362 vagões em 2011 para as 877 unidades atuais. Os valores investidos não foram divulgados.

Os vagões adquiridos garantem ainda um aumento considerável no volume de carga transportada pela VLI, já que apresentam maior capacidade. Os ativos destinados à movimentação de grãos, por exemplo, podem carregar até 98 toneladas do produto, contra as 90 toneladas dos equipamentos utilizados anteriormente. Já os vagões-tanque transportam 116 mil litros, acréscimo de quase 30% em relação à capacidade volumétrica dos antigos, de 90 mil l.

De acordo com o gerente da Ferrovia Norte Sul, Leonardo Paiva, o aumento da frota reforça o atendimento logístico a uma região que vem crescendo significativamente no agronegócio e também abre fronteiras para o segmento de combustíveis, com o escoamento de produtos dos estados do Maranhão e Tocantins, no chamado corredor Centro-Norte. “Nossos investimentos devem continuar, pois a tendência é de crescimento da safra nos próximos anos”, completa Paiva. Fonte: VLI

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

ALL opera no limite

“Isso aqui é como o exército vietcong. Construímos as pontes abaixo do nível do rio para a aviação americana não ver”. A frase, de um alto executivo da ALL, bem definia o estilo de administração da então nova concessionária: criatividade, economia de meios e soluções heterodoxas. Mais viriam, no mesmo estilo: vagões tanque viravam graneleiros, vagões fechados viravam telescópicos, locomotivas operavam só com motores de tração; motores de tração GM eram usados em locos GE, e assim por diante, para general Giap nenhum botar defeito.

Enchendo espaços vazios no pátio de Araraquara: criatividade sem fim

Durante um bom tempo, deu resultado: o investimento foi contido, o tráfego subiu e os resultados de balanço – se não sustentaram as cotações em bolsa – permitiram a transferência para o público de 60% do capital da empresa.

O problema é que – talvez não no Vietnam, mas com certeza na ferrovia – “manutenção postergada não reclama, se vinga”, como diz Julio Fontana, presidente da Cosan Logística e responsável pelo projeto da Rumo, na ingrata função de principal cliente da ALL. Em 2013, até o final de novembro, a ALL foi responsável por 370 acidentes ferroviários – 46,42% das ocorrências no país – com 113 vítimas, incluindo os oito mortos de São José do Rio Preto (SP). Isso quando realizou apenas 10,4% do tráfego medido em toneladas úteis, conforme dados da ANTT.

De pouco adiantaram os R$ 23 milhões de multas aplicadas pela ANTT por “manutenção de via postergada” e “negligência na manutenção de ativos arrendados”. Mesmo porque, segundo Jorge Bastos, diretor geral da ANTT, boa parte das multas nunca é paga, por conta de recursos judiciais.

De pouco adiantou, igualmente, a parceria oferecida pela Cosan/Rumo, que em 2009 se dispôs a investir R$ 1,2 bilhão no aumento de capacidade da ALL, para multiplicar o volume de açúcar transportado pela ferrovia até o porto de Santos. O objetivo era alcançar 9 milhões de toneladas em 2013, tirando da rodovia 2 mil caminhões por dia.Todo o dinheiro vinha da Rumo, enquanto o gerenciamento do projeto ficava por conta da ALL.

O que aconteceu na realidade foi que, este ano, o volume ficou em menos de um quarto da meta, a duplicação de linhas está longe de ser concluída e a ALL destruiu em acidentes 43 vagões novos comprados pela Rumo para o transporte de açúcar. Para não perder clientes, a Rumo voltou a utilizar caminhões, o que levou a um aumento de 86,4% no custo de serviços no primeiro semestre do ano. Depois disso, em mais uma manobra surpreendente, a ALL entrou na Justiça, em outubro passado, contra a Rumo, para escapar ao pagamento das multas contratuais – que neste final de ano se elevam a um total acumulado em torno de 200 milhões – e encerrar o contrato. Foi a primeira vez na história conhecida do transporte ferroviário que uma ferrovia tentou descartar um cliente que lhe forneceu 929 vagões e 50 locomotivas para executar um contrato de longo prazo. Isto é incrível! Fonte: 
Gerson Toller, jornalista, diretor da Revista Ferroviária.

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Metrô de Xangai passa a ser primeiro do mundo com mais de 500 km

Esta semana, a cidade de Xangai estabelece um novo recorde: com a abertura das linhas 12 e 16, a metrópole chinesa passa a ter o primeiro sistema de metrô do mundo com comprimento total superior a 500 quilômetros. Nos próximos anos, serão adicionados mais 230 km, extensão superior à do metrô de Paris.

Enquanto Xangai atinge esta semana 567 quilômetros de trilhos em operações, Londres tem 400 quilômetros, e Nova York, 337 quilômetros. Já o metrô de São Paulo, maior rede do Brasil, tem 74 quilômetros.



Fonte: BBC Brasil