domingo, 2 de fevereiro de 2014

ANTT autoriza ALL a duplicar trecho ferroviário em SP

O governo definiu em até R$ 450,974 milhões o chamado investimento regulatório nas obras, o documento ainda diz que a concessionária deverá informar à ANTT mensalmente sobre o andamento do empreendimento.

Brasília - A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) autorizou, nesta quinta-feira, 23, a concessionária América Latina Logística Malha Paulista (ALL) a executar as obras de duplicação parcial do trecho ferroviário entre os pátios de Boa Vista Velha e Evangelista de Souza, em São Paulo. O governo definiu em até R$ 450,974 milhões o chamado investimento regulatório nas obras.

Trem da América Latina Logística

"Em caso de declaração de reversibilidade das obras pelo poder concedente, o valor a ser considerado como investimento regulatório deve ser limitado a R$ 450.974.823,41, cujos dispêndios deverão ser comprovados pela concessionária em seus lançamentos contábeis destacados", diz o documento da ANTT publicado no Diário Oficial da União.

O texto cita que a "eficácia" da autorização está vinculada a condições como emissão de licenças ambientais e relatórios sobre providências adotadas para a segurança em travessias em regiões sensíveis e de risco, como áreas de proteção ambiental e perímetros urbanos.

O documento ainda diz que a concessionária deverá informar à ANTT, por meio de relatórios mensais, o andamento do empreendimento. Fonte: 
Luci Ribeiro, do 

Ferrovias investem para melhorar a eficiência

Um trecho de 100 dos 356 quilômetros da Ferrovia do Aço, operada pela MRS, funciona desde junho com um sistema de CBTC, o mais moderno para controle dos trens.

A deslumbrante paisagem da Ferrovia do Aço, importante corredor logístico do País, esconde uma revolução tecnológica. Um trecho de 100 dos 356 quilômetros da ferrovia, operada pela MRS Logística, funciona desde junho com um sistema de CBTC - o mais moderno para o controle de trens, usado nos metrôs. A MRS é a primeira empresa ferroviária de carga do mundo a usar o sistema.

A implantação começou com a modernização do centro de controle da companhia, em Juiz de Fora (MG). Paralelamente, o projeto incluiu a troca da sinalização nas vias e passou também pela compra de 90 locomotivas da GE, em 2011.


No total, R$ 1,5 bilhão de investimentos no ciclo 2010-2013, dos quais faltam aplicar R$ 170 milhões, segundo o presidente da MRS, Eduardo Parente.

O objetivo é transportar mais carga com a mesma infraestrutura. Um trem típico de carga pesada (minério de ferro, carvão e coque) da MRS leva 134 vagões, com duas ou quatro locomotivas. No fim de novembro, a equipe do jornal O Estado de S.Paulo percorreu um trecho de 1.509 metros de comprimento, pesando 16 mil toneladas.

Num ano, um trem como esse carrega 1,5 milhão de toneladas. “A gente começou a colocar mais trens na malha e esse 1,5 milhão não estava vindo. Como tinha um gargalo grande ali, gerou um engarrafamento e todo mundo começou a andar mais devagar”, afirma Parente.

O CBTC amplia a capacidade de transporte porque integra, com comunicação via radiofrequência, dados da locomotiva, do sistema de sinalização e do centro de controle. As locomotivas passam a “conversar” entre si. Duzentos dos 2 mil maquinistas da MRS foram treinados no novo sistema, importado dos Estados Unidos, e 330 das cerca de 800 locomotivas já receberam o equipamento de bordo. Fonte: Vinicius Neder, do