domingo, 24 de fevereiro de 2019

Trem movido a energia solar ligará norte da Argentina ao Peru

Já imaginou admirar algumas das mais impressionantes paisagens da Argentina e do Peru a bordo de um trem turístico movido a energia solar? A boa notícia é que logo mais essa viagem dos sonhos será uma realidade.


A província de Jujuy, no noroeste da Argentina, receberá um trem movido a energia solar ligando a região até Cusco, no Peru. De acordo com uma nota publicada no portal de notícias da CANATUR (Câmara Nacional de Turismo do Peru), as obras da primeira parte do projeto, chamado de “Tren de la Quebrada“, começaram em fevereiro do ano passado e devem ser entregues ainda este ano.

A primeira parte do projeto ligará a cidades de Volcán com Purmamarca e Maimará, em um trajeto de aproximadamente três horas pelo norte argentino. No futuro, a ideia é conectar o trajeto com a malha ferroviária boliviana e chegar a Cusco, no Peru, e também até a cidade perdida dos Incas, Machu Picchu. No entanto, não há previsão para a conclusão da segunda etapa do projeto.

O primeiro trem solar da América Latina terá apenas um vagão com capacidade aproximada para abrigar 240 passageiros. Por se tratar de um transporte turístico, manterá uma velocidade de 30 quilômetros por hora, perfeito para curtir uma viagem bucólica com belas paisagens.

Para o funcionamento do trem foram instalados painéis fotovoltaicos nos telhados – dispositivos utilizados para converter a energia da luz do sol em energia elétrica. O projeto envolveu técnicos e especialistas internacionais responsáveis pelo trem solar de Byron Bay, na Austrália (as imagens que ilustram esse texto são do incrível trem australiano).


A expectativa é que primeira parte do projeto seja concluída até agosto deste ano com um investimento de 9 milhões de dólares. O resultado final, com a conclusão da obra, pode chegar bem próximo ao que temos hoje na Europa, onde linhas férreas se interligam entre diversos países. Já dá vontade de preparar as malas e se jogar nesta aventura. Fonte: Trem Turístico


sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

Bondes de Toronto - Canadá

O país é muito preparado para encarar baixas temperaturas. Enquanto o vento sopra gelado pelas ruas, uma multidão caminha de mangas curtas pelas passagens subterrâneas da cidade, sem nem lembrar do frio. Toronto tem uma cidade paralela esparramada por 28 quilômetros de Path. Essas passagens - quase que secretas para os desavisados - são formadas por um tremendo emaranhado de shoppings, restaurantes, bancos e cafés. 


Para achar os acessos basta procurar pelas placas de sinalização que dizem "Path" nas ruas do centro. Essas entradas podem ser por dentro de um hotel, por uma simples escadaria que vem da rua ou por dentro de um banco. E quando estiver lá embaixo é preciso consultar um mapa para não se perder, pois tudo parece igual entre as mais de 1200 lojas que se escondem nos recônditos de Toronto. É difícil conseguir se localizar sem ter a visão da torre. Fonte: Viajar pelo Mundo

terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

Trem chinês está ligando o mundo

A China está criando uma ambiciosa rede de conexões de transporte terrestre e marítimo para interligar sua economia em expansão às economias da Europa e da África. E sem perder tempo, o país está projetando incríveis máquinas de construção sob medida para executar rapidamente esse trabalho.


Chamado Belt and Road Initiative (BRI) - o que em português poderia ser traduzido como "Iniciativa Um Cinturão, Uma Rota" - o projeto do presidente chinês Xi Jinping foi lançado em 2013 e visa a conectar dois terços da população mundial em 70 países por meio de uma rede de ligações terrestres (o "cinturão") e vias marítimas (a "rota"). O ambicioso plano 'Made in China 2025' com que Pequim quer conquistar o mundo

Autoridades falam em investimentos de longuíssimo prazo, estimados em trilhões de dólares, provenientes de bancos, dos países envolvidos e do governo chinês. O plano de infraestrutura, porém, não está livre de polêmicas. Críticos apontam que ele sobrecarrega países pobres com bilhões de dólares em dívidas com a China, e também o apontam como uma pretensão expansionista da política externa do país. Apesar disso, o projeto avança.

Sinais disso podem ser vistos em território chinês e além de suas fronteiras, onde uma frota de novas máquinas está construindo ferrovias a um ritmo impressionante.


Construindo pontes

Como construir ferrovias de alta velocidade rapidamente onde grandes trechos da rota devem ser suspensos sobre vales e desfiladeiros para evitar curvas?

Para isso, foi construída a máquina de construção de pontes SLJ900/32 - localmente apelidada de Monstro de Ferro.

A SLJ é uma máquina multifuncional capaz de transportar, elevar e posicionar seções de trilhos, conectando eixos com pesados ​​blocos de pedra.

É assim que ela funciona:

Depois de assentar cada seção, o veículo de 92 metros - com a ajuda de suas 64 rodas - volta para pegar outro bloco. Em seguida, ele rola para frente sobre a parte que acabou de assentar para inserir outra seção.

Cada roda está em um bloco totalmente giratório, o que significa que também pode se mover lateralmente.

Mesmo com carga completa, ela pode se mover a 5km/h, garantindo que todo o processo seja muito mais rápido que os métodos tradicionais, que precisavam de guindastes enormes para serem construídos.

Com 580 toneladas, a máquina é muito mais pesada que qualquer composição ferroviária que atravessará os trilhos no futuro, garantindo que as pontes tenham resistência suficiente para aguentar o tráfego.

A SLJ já contribuiu para vários projetos ferroviários de alta velocidade, incluindo uma nova ligação entre a Mongólia Interior e o restante do país, impulsionando a China em direção à meta de 30.000 km de ferrovias de alta velocidade até 2020.

Escavando túneis

Mais ao sul, o projeto da Rodovia Su'ai em Shantou, não muito distante de Hong Kong, tem a ambiciosa missão de perfurar 5 km de uma rodovia subterrânea de seis pistas através de uma zona de terremotos.

Quando o túnel for inaugurado, em 2019, as autoridades esperam que ele modernize as conexões de transporte de Shantou a tempo de se tornar um dos chamados "15 portos-chave" ao longo da Rota da Seda marítima - cujo nome é inspirado na antiga rota comercial que ligou o Oriente e o Ocidente há dois mil anos.

Essa rota tem como objetivo melhorar conexões comerciais entre Ásia e Europa e Ásia e o leste da África, promovendo desenvolvimento, com a construção ou expansão de redes de ferrovia de alta velocidade, gasodutos, oleodutos, portos e centros logísticos.

Anteriormente, o maquinário necessário para o projeto da rodovia teria sido feito no exterior, mas a China começou recentemente a fabricar suas próprias máquinas de perfuração de túneis. São as chamadas TBM, ou Tunnel Boring Machine, em inglês.

O resultado dessa investida chinesa é uma TBM de 15,3 metros construída pela China Railway Engineering Equipment Group Company - que se apresenta como a maior empresa especializada no ramo de obras subterrâneas - com a ajuda de engenheiros alemães independentes e apresentada em outubro de 2017.


Como suas equivalentes alemãs, a máquina tem um gigantesco disco giratório na frente, capaz de cortar a terra e rochas.

Pesando 4 mil toneladas, ela possui 100 metros de infraestrutura traseira que permite aos trabalhadores instalarem as paredes do túnel conforme a broca vai se movendo gradualmente, impulsionada por cilindros hidráulicos.

Tal como acontece com outras máquinas do tipo, os fragmentos da perfuração são misturados com uma solução de Bentonite (uma mistura de argilas) dentro de uma câmara, antes de serem bombeados para fora em canos.

Não é a maior TBM do mundo - esse título vai para a Bertha, uma TBM de 17,4 metros construída para uso na Alaskan Way Viaduct, uma rodovia elevada em Seattle, nos Estados Unidos.

No entanto, máquinas como esta evidenciam a intenção da China de se tornar protagonista na construção de túneis:

Implantando trilhos

Enquanto as bases do projeto "Um Cinturão, Uma Rota" são estabelecidas na China, grandes projetos de infraestrutura financiados pelo país já estão em andamento a milhares de quilômetros de distância.

A ferrovia Mombaça-Nairóbi, no Quênia, recebeu atenção internacional quando foi concluída em maio de 2017, entre outras coisas, porque estava 18 meses adiantada.

A ferrovia de 480 km é a primeira linha nova para o Quênia desde a sua independência, concretizada em 1963.

Com 90% de seu financiamento procedente do banco chinês Exim, é a primeira ferrovia fora da China construída de acordo com os padrões de construção e maquinário chineses.

Para entender como a ferrovia foi construída a um ritmo de 700 metros por dia, basta olhar a máquina que colocou os trilhos.

A máquina transporta trechos pré-fabricados de trilhos ao longo de uma linha férrea, implanta um deles e rola ao longo da pista recém-colocada para implantar o próximo.

Quando os pedaços de trilho estão no lugar, os trilhos curtos anexados a cada eixo são substituídos por trilhos mais longos, que possibilitarão aos trens que circulam por essa rota uma condução mais suave.

Leva apenas quatro minutos para instalar cada eixo de trilho.

Apesar de toda a sua magia técnica, essas máquinas ainda exigem uma enorme quantidade de mão de obra.

Trabalhadores locais - supervisionados por engenheiros chineses - trabalham para criar eixos de trilhos em fábricas temporárias ao longo da rota da ferrovia.

Eles devem, então, cuidadosamente garantir que o eixo esteja preso no lugar certo, com uma margem de erro menor que 2 centímetros.

Existem preocupações quanto à segurança desses trabalhadores. No ano passado, um engenheiro chinês que trabalhava na linha Mombaça-Nairóbi disse à agência de notícias estatal Xinhua que "acidentes no local são comuns".

"Quando eles acontecem, são quase sempre graves e frequentemente fatais."

Enquanto isso, o trabalho já começou a estender a linha mais a oeste, em Kisumu, graças a outro empréstimo de US$ 1,5 bilhão do Banco Exim. A expectativa é que essa linha conecte Uganda, Ruanda, Sudão do Sul e Etiópia.

Se tudo correr conforme o planejado - dada a velocidade de construção possibilitada por essas mega-máquinas - não demorará muito para o Quênia se encontrar no centro de uma rede ferroviária da África Oriental financiada pela China. Fomte: BBC

*Reportagem adicional de Yuwen Wu. Design de Prina Shah. Desenvolvimento de Joe Reed e Josh Rayman.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

Trem de Luxo Glacial Express - Suiça

O Glacial Express é uma lendária ferrovia entre as cidades de St. Morits e Zermatt na Suiça. Desde 1930, trens a vapor são conduzidos pelo percurso panorâmico sobre montanhas e vales dos Alpes Suíços. Desde 1993, carros luxuosos de primeira classe fazem a travessia alpina no Glacial Express uma experiência espetacular. Durante o percurso de 07:30 horas você passará por nada menos que 291 pontes, 91 túneis e o Oberalp Pass com 2.033 m de altitude.



sábado, 16 de fevereiro de 2019

Sinalização Embarcada - Segurança Máxima Via Satélite

ARINC Railway Net SM é uma solução de rede e mensagens projetado para aumentar a segurança e confiabilidade no setor ferroviário e ajudar as ferrovias a atender aos requisitos de controle de trens positivo (PTC) conforme pela Lei de Melhoria da Segurança Ferroviária. Uma plataforma de rede e mensagens para trens de passageiros e de mercadorias. A nova solução foi projetada pelo setor ferroviário atender aos requisitos de controle positivo de trem via satélites e pontos base em terra.


Construído sobre a infraestrutura de missão crítica da mesma Rockwell Collins invocado pelos clientes da aviação em todo o mundo há mais de 80 anos, ARINC RailwayNet℠ pretende abordar os desafios técnicos de adoção PTC, oferecendo um serviço hospedado para linha regional e suburbano de ferrovias na América do Norte. Fonte: RailwayNet



quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

Bondes e Leves Sobre Trilhos

Um bonde (português brasileiro) ou elétrico (português europeu), tram, tramway, trâmuei ou tranvia (ou, ainda, trólebus quando se move sobre rodas com pneus) é um meio de transporte público tradicional em grandes cidades da Europa como Varsóvia, Basileia, Zurique, Lisboa e Porto, ou das Américas, como São Francisco, Rio de Janeiro e Toronto. Movimenta-se sobre carris (trilhos) que, em geral, encontram-se instalados nas partes mais antigas das cidades, uma vez que a sua implantação data, também em geral, da segunda metade do século XIX. Faz, geralmente, um percurso turístico, embora isto não seja obrigatório.


Destinado sobretudo ao transporte de passageiros, atualmente constitui-se em um meio de transporte rápido, já que, geralmente, tem prioridade sobre os demais meios de transporte. Em Portugal, obedece às regras de trânsito como qualquer outro veículo motorizado.

Hoje em dia, por razões de economia de energia e de preservação do meio ambiente, vem sendo sucedido pelo Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), cuja utilização se encontra em expansão em várias cidades do mundo. Os elétricos ou bondes têm grandes vantagens em relação aos ônibus, entre as quais a menor poluição, tanto sonora quanto atmosférica. Complementarmente, a subsistência dos antigos elétricos representa um enriquecimento cultural das próprias cidades, já que cada uma introduziu modificações características em suas respectivas redes. Muitas das grandes cidades da Suíça ainda usam os elétricos, bem como grandes cidades da Alemanha, Polónia e algumas da França, como por exemplo Estrasburgo. Fonte: Divulgação Foto: Silvério Borges