segunda-feira, 23 de março de 2020

Turismo Sobre Trilhos

As viagens turísticas de trem pela Europa são uma tradição, mas no Brasil também há belos roteiros para se desfrutar sobre trilhos, em que as paisagens e a história se revelam de forma peculiar.

“O passeio de trem tem como diferencial a atmosfera nostálgica. As pessoas que fazem sempre têm uma relação histórica com o trem, seja um avô que foi ferroviário, seja por ter utilizado o transporte na infância ou mesmo por curiosidade”, diz o gerente.


Os passeios mostram a diversidade cultural do Brasil e alguns deles são regados a música típica local. Em ferrovias centenárias, mas com maquinário moderno, seja em Marias Fumaças ou trens atuais, de vagões standard, turísticos ou luxuosos com decoração de época, eles remetem a épocas em que esse era o único meio de transporte.

“No País existem grandes roteiros de trem e a procura cresce a cada ano. Na região Capixaba se vê as tradições das colônias portuguesas, espanholas e italianas; em Curitiba a riqueza da paisagem da Serra do Mar; no Pantanal a cultura indígena; no Rio Grande do Sul a cultura do vinho; e em São João Del Rei a história do País. Essas atrações fazem com que os turistas se encantem com os passeios de trem”, comenta Rogério Nunes, gerente da Serra Verde Express.

Pontos turísticos e receptivos em todos os roteiros enriquecem a viagem, seja pela gastronomia típica da região, natureza exuberante ou arquitetura de época das cidades.

“Embora não haja uma forte cultura turística de trens no País, é um produto mundial muito bem visto, com muitos estrangeiros explorando os nossos passeios, e os brasileiros também já se encantaram”, analisa Nunes.

Uma das mais consagradas rotas turísticas ferroviárias do País é o Trem da Serra do Mar, que proporciona ao passageiro um cenário de uma porção quase intocada da Mata Atlântica, com montanhas, túneis, pontes e picos que ligam a cidade de Curitiba ao litoral de Estado. Por ano, cerca de 200 mil pessoas desfrutam do passeio. Fonte: Divulgação


domingo, 15 de março de 2020

Transporte Público e Corona Vírus

Com o início da transmissão local do Covid-19 no Rio de Janeiro, anunciada na quarta-feira (11), e a entrada do plano de contingência, os meios de transporte coletivo da cidade e intermunicipais tomam providências para evitar o contágio em terminais e vagões onde há circulação de muitas pessoas.

No dia 13 representantes das empresas de ônibus intermunicipais e interestaduais que operam no Terminal Rodoviário Novo Rio farão uma reunião com representantes do governo do estado para definir as ações de prevenção. O terminal já disponibilizou álcool gel nas entradas, saídas, sanitários e praça de alimentação e está veiculando campanhas educativas nas TVs espalhadas pelo local.


O MetrôRio informa que segue as normas e recomendações do Ministério da Saúde e apoia ações de outros órgãos. “A concessionária vem monitorando a situação e está veiculando campanhas educativas a fim de orientar os passageiros e colaboradores” além de reforçar a limpeza nos trens e estações.

O VLT Carioca informa que vai liberar automaticamente a abertura das portas para que os usuários não precisem tocar no botão, como ocorre normalmente. A concessionária também intensificou as ações diárias de limpeza das composições, incluindo a desinfecção dos balaústres, fará a limpeza nos aparelhos de ar-condicionado com mais frequência e distribui frascos de álcool gel para os fiscais.

Já a SuperVia, que opera o sistema metropolitano de trens, instaurou ontem um comitê interno para planejar e implementar as ações para mitigar os riscos de contaminação. A concessionária está elaborando material informativo e terá equipes especiais para fazer a desinfecção interna dos trens.

No sistema de barcas, a concessionária CCR disponibilizou dispensers com álcool gel 70% nas estações e iniciou campanha educativa sobre a prevenção contra a propagação do Covid-19. O Departamento Médico da empresa está treinando os funcionários.

Ontem o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, afirmou que a situação no país ainda não é de epidemia, com 77 casos confirmados. A recomendação é redobrar os cuidados de higiene, manter a etiqueta respiratória e evitar aglomerações e ambientes não ventilados. Fonte: Agência Brasil



terça-feira, 10 de março de 2020

Primeiro trem do mundo movido a hidrogênio - Coradia iLint - Alstom

A Alstom realizou com êxito o primeiro teste a 80 km/h, o único trem de passageiros movido com célula de combustível de hidrogênio com o Coradia iLint, no seu próprio circuito de testes em Salzgitter, na Baixa Saxónia, Alemanha. Uma extensa campanha de testes será realizada na Alemanha e na República Tcheca nos próximos meses antes de a Coradia iLint realizar suas primeiras provas de passageiros na rota Buxtehude-Bremervörde-Bremerhaven-Cuxhaven, Alemanha à partir de 2018. 

   Alstom recibe el mayor pedido de trenes de pila de combustible de ...

Os ensaios de quatro semanas atualmente em curso em Salzgitter visam confirmar a estabilidade do sistema de fornecimento de energia com base na interação coordenada entre a unidade, a célula de combustível e a bateria do veículo. A potência de frenagem também está sendo testada para verificar a interface entre o freio pneumático e o freio elétrico. 

O iLint Coradia é o primeiro trem de passageiros de piso baixo no mundo alimentado por uma célula de combustível de hidrogênio, que produz energia elétrica para a tração. Este comboio de emissão zero é silencioso e só emite vapor e água condensada. A Coradia iLint é especial por sua combinação de diferentes elementos inovadores: uma conversão de energia limpa, armazenamento de energia flexível em baterias e uma gestão inteligente da potência de tração e energia disponível. Baseado no trem diesel Coradia Lint da Alstom, o Coradia iLint é particularmente adequado para operação em redes não eletrificadas. Permite a operação sustentável do trem enquanto mantém o alto desempenho do trem. 

"Este teste é um marco significativo na proteção ambiental e na inovação técnica. Com a Coradia iLint e sua tecnologia de células de combustível, a Alstom é o primeiro fabricante ferroviário a oferecer uma alternativa de emissão zero para trens de transporte coletivo. Hoje, o nosso novo sistema de tração, até agora comprovado com sucesso no anel de ensaio, é utilizado em um trem pela primeira vez - um passo importante para uma mobilidade mais limpa na Europa ", disse Didier Pfleger, Vice-Presidente da Alstom Alemanha e Áustria. Fonte: Alstom



Tecnologia utilizada nas ferrovias agora nas estradas

Para auxiliar na redução de gases poluentes emitidos por caminhões movidos a diesel, a Siemens e a montadora Scania se uniram para criar um projeto sustentável, capaz de tornar os veículos mais ecológicos.


O projeto resultou em uma rodovia elétrica batizada de eHighway, construída em uma estrada comum com linhas elétricas na parte superior, e usando um caminhão híbrido que absorve a energia dessas linhas, sendo semelhante aos sistemas usados em trens e bondes.

Para fazer a adaptação da tecnologia aos caminhões, a Siemens criou um acoplador de energia que se estende automaticamente da parte superior do veículo, se conectando com linhas elétricas quando os sensores detectam a aproximação.

O projeto não só é benéfico ao meio ambiente, como também é capaz de gerar economia de tempo e dinheiro, pois os caminhões não precisarão fazer paradas para o recarregamento, e não será necessária a construção e manutenção de estações de recarga.

A eHighway foi lançada na Alemanha no último dia 7, em um trecho movimentado ao sul de Frankfurt, com 10 quilômetros de extensão. A tecnologia também está sendo testada na Suécia e em Los Angeles, Estados Unidos, mas em trechos mais curtos. Autoridades alemãs esperam que o resultado seja positivo, levando a eHighway a outras estradas importantes do país.

Mesmo com as linhas de transmissão, os caminhões conseguem manter uma velocidade constante, garantindo um tráfego estável. Caso ele se depare com um veículo mais lento na eHighway, ele poderá se desacoplar, ultrapassar e acoplar novamente. Fonte: eHighway/Siemens e Scania


Solução high-tech digital para consumo de combustível

Você deve ter acompanhado a história sobre a parceria pioneira da GE com a Vale, em que os trens da mineradora seriam otimizados com uma solução digital capaz de reduzir o consumo de combustível, simplificar a operação e seguir um plano de viagem mais eficiente, certo? Hoje, então, é dia de conhecer como o Centro de Pesquisas Global da GE, no Rio de Janeiro, trabalhou na remodelagem do Trip Optimizer a fim de superar adversidades e atender às necessidades específicas da Vale. 


Desenvolvida nos Estados Unidos, a solução é um sistema inteligente que funciona como uma espécie de “piloto automático” para trens. Porém, para ser efetiva para a Vale, precisava ser repensada de acordo com os desafios da Estrada de Ferro Carajás. Foi aí que entrou a expertise dos desenvolvedores do Centro de Pesquisas: depois de estudarem o relevo, a dinâmica de circulação e a rota dos trens, propuseram várias adaptações ao Trip Optimizer dentro do programa piloto na Vale. “Conseguimos simular cenários e estudar alguns parâmetros dos algoritmos que, se ajustados, trariam benefícios em termos de consumo de combustível e eficiência energética”, conta Lucas Malta, líder do programa de tecnologias digitais para Transporte e Aviação do Centro de Pesquisas da GE. Com as mudanças, a operação atingiu aproximadamente 3,65% de economia de diesel!

Graças à possibilidade de customizar a solução, os desenvolvedores da GE puderam acrescentar aplicações à base do Trip Optimizer para uma entrega mais assertiva para a Vale. Com o mapeamento de todo o trajeto, um banco de dados foi criado e, a partir daí, graças à ajuda do Analytics e do Predix, nossos especialistas extraíram informações para aperfeiçoar toda a operação. “Tendo isso em mãos, identificamos quando a locomotiva falhava, considerando diversos parâmetros territoriais e ambientais”, diz Malta. Esse diagnóstico apontou que duas funcionalidades eram essenciais para otimizar a operação: a tecnologia Moving Fence, que permite uma distribuição inteligente de potência das locomotivas, monitorando e gerenciando a aceleração da composição para evitar quebras e paradas não planejadas, e a tecnologia Slowdown, que detecta e automatiza em quais pontos da rota é imprescindível reduzir a velocidade.

Com isso, a Vale conquista outros ganhos importantes: flexibilidade na operação e train handling. “A flexibilidade foi um grande destaque no projeto, pois o cliente desejava mais liberdade na configuração dos trens. O train handling, por sua vez, automatiza o gerenciamento das forças dentro do trem para prevenir rompimentos ao longo dos veículos, algo que acontecia com frequência”, explica Gabriel Gleizer, engenheiro de controle e automação do Centro de Pesquisas da GE. Quem diria que o transporte ferroviário poderia ser tão high-tech?


Os resultados excepcionais do projeto refletem um esforço colaborativo e integrado. Parcerias com o Centro de Pesquisas americano da GE são corriqueiras nesses casos, já que as unidades fazem parte de uma rede que abrange o mundo todo. “O desenvolvimento coletivo de ferramentas com utilidade global, criadas a partir de uma demanda local, dá um gosto a mais”, pondera Gleizer. “O espírito da GE está muito atrelado a essa migração de soluções de certos projetos para outros, favorecendo a produtividade ao mesmo tempo que gera trocas muito significativas entre as diversas verticais”, acrescenta.

Hoje, já existem outras soluções capazes de deixar a operação ferroviária ainda mais eficiente e produtiva. O LocoVision, por exemplo, pode gravar imagens em HD a partir de uma câmera posicionada na frente do trem para depois analisá-las e reunir informações para a otimização do trajeto. O GoLINC permite que as operadoras reúnam dados de sensores e câmeras para entender melhor o fluxo do tráfego ferroviário e o estado dos trilhos, possibilitando tomar decisões mais inteligentes.

As condições de automação também estão em pleno processo de evolução. “Atualmente, boa parte do trabalho do Centro de Pesquisas é reduzir a necessidade de intervenção humana na condução do trem, que com o Trip Optimizer já é de apenas 20% do tempo em média. Para o futuro, o plano é garantir uma solução totalmente autônoma, em que o trem seja apenas monitorado remotamente”, diz Lucas Malta. Se dá para imaginar, dá para fazer!

A GE está fazendo história ao antecipar o futuro do transporte ferroviário no mundo inteiro. Acompanhe o GE Reports Brasil e fique por dentro! Fonte: GE