quarta-feira, 29 de julho de 2020

Japão inaugurou o mais novo trem de alta velocidade com baterias de íons de lítio

O Japão inaugurou no início deste mês o mais novo modelo de trem-bala para ligar Tóquio a Osaka. O N700S é o trem mais rápido do mundo, atingindo 360 km/h durante testes. No entanto, por motivos de segurança, não irá correr mais que 285 km/h com passageiros a bordo em modo de cruzeiro.

O novo trem também tem uma excelente nova bateria de íons de lítio que permitirá que funcione até mesmo em caso de terremotos ou outras situações de emergência. A ideia é permitir que o veículo saia de áreas de risco nestas situações, em especial túneis e pontes, para manter os passageiros em segurança.


A estreia do N700S foi programada para coincidir com a iminência dos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020. A Olimpíada, porém, foi adiada para 2021 por conta da pandemia do novo coronavírus.

Os Jogos Olímpicos e o transporte ferroviário de alta velocidade têm uma história muito próxima no Japão. A linha Tokaido Shinkansen, na qual o N700S está transportando passageiros, foi inaugurada para a Olimpíada de Tóquio de 1964.

Além da bateria, o modelo traz novos confortos para passageiros. Todas as poltronas têm maior reclinação e uma tomada própria. O espaço de armazenamento de bagagem também foi ampliado, um conforto a mais para os passageiros. Fonte: Divulgação

domingo, 12 de julho de 2020

Itália transforma pneus usados em dormentes e trilhos sustentáveis para produção de energia limpa

A Greenrail, com sede em Milão, desenvolveu uma tecnologia que permite a fabricação de dormentes ferroviários com “matérias-primas secundárias”.
Essa solução usa energia solar e reduz sensivelmente a poluição causada ao meio ambiente por plásticos usados e pneus, além de transformar e melhorar a qualidade da mobilidade urbana.


Em todo o mundo, viajar de trem é uma forma de transporte incrivelmente popular. Na melhor das hipóteses, pegar o trem pode ser uma maneira prática, relaxante e gentil de viajar, e muitos milhões de pessoas confiam nas ferrovias para levá-las ao trabalho todos os dias, principalmente as pessoas da Europa. 

Os dormentes Greenrail são dormentes ferroviários que têm as mesmas características mecânicas que os dormentes tradicionais de concreto armado, que representam o padrão no mercado atual”, Giovanni de Lisi, CEO da empresa, disse à CNBC “Sustainable Energy”.

“Eles são feitos principalmente de plástico reciclado: plástico urbano e pneus velhos reciclados”, acrescentou De Lisi. Ele afirmou ainda que cada quilômetro de linha ferroviária fabricado pela Greenrail permitia a reciclagem de 35 toneladas de plástico e pneus usados.

A empresa também diz que um trilho da Greenail pode incorporar painéis fotovoltaicos para permitir a captação de energia solar. “A idéia do Greenrail Solar nasceu da vontade de transformar as infraestruturas ferroviárias de infraestruturas passivas em infraestruturas ativas”, acrescentou de Lisi.

“Os trilhos da ferrovia são expostos ao sol 90% das vezes – daí vem a ideia de coletar energia solar e transformá-la em eletricidade”, acrescentou.

O Ceo da Greenrail, Firas Bunni, disse à CNBC que, para cada quilômetro de trilhos solares, uma quantidade estimada de 30 a 35 megawatts / hora por ano de energia pode ser produzida, o suficiente para atender às necessidades médias de 10 casas italianas anualmente.

Assim sendo, com esta brilhante iniciativa, o meio ambiente sairá ganhando e muito, pois os resíduos plásticos e borrachas de pneus descartados serão reduzidos e reciclados no país. Com esta inovação tecnológica teremos a criação de energia limpa, progressos que ajudarão a termos um mundo bem mais sustentável. Fonte: Revista Sensivelmente

domingo, 5 de julho de 2020

Locomotivas são utilizadas no Canal do Panamá

Os navios são dirigidos no interior das eclusas por potentes locomotivas ferroviárias para não se chocarem com as paredes laterais das eclusas. A travessia do Canal é feita por três comportas, onde a água funciona como uma espécie de elevador. Vindo do Atlântico, por exemplo, o navio entra na comporta, com a água no mesmo nível do oceano. As eclusas são fechadas e as válvulas de enchimento são abertas.


A água entra através de poços do piso, elevando o navio 26 metros, até o nível do Lago de Gatún. As válvulas são fechadas novamente e os portões superiores abertos. O navio sai da comporta para o lago. E segue para as outras comportas, onde acontece o processo inverso de descida até o nível do oceano Pacífico. As portas das eclusas são maciças e de aço, sendo as eclusas triplas no lago de Gatún com 140 metros de altura e pesam 745 toneladas cada uma, mas são tão bem contrabalançadas que um motor de 56 kW é suficiente para abri-las.


O lago Gatún está à 26 metros acima do nível do mar, é alimentado pelo rio Chagres, onde foi construída uma barragem para a formação do lago. Do lago Gatún, o canal passa pela falha de Gaillard e desce em direção ao Pacífico, primeiramente através de um conjunto de eclusas em Pedro Miguel, no lago Miraflores, a 16,5 metros acima do nível do mar, e depois, através de um conjunto duplo de eclusas em Miraflores. Todas as eclusas do canal são duplas, assim as embarcações podem passar nos dois sentidos simultaneamente. Fonte: Divulgação