sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Rio vai colocar Centro e Zona Portuária nos trilhos


Ônibus, metrô e barcas podem até continuar lotados, mas uma coisa é certa: o transporte numa das áreas mais importantes do Rio vai entrar nos trilhos. A prefeitura acaba de concluir o estudo sobre o sistema de bondes modernos que deve ser implantado em boa parte do Centro e na Zona Portuária. O projeto do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) prevê seis linhas, algumas com trechos sobrepostos, e passará por ruas de grande movimento, como a Avenida Rio Branco e a Rua Sete de Setembro. O prefeito Eduardo Paes não fala ainda em datas nem custos para o VLT entrar em funcionamento, mas a ideia é que ele esteja operando a pleno vapor em 2016.


Com a missão de melhorar a mobilidade urbana e reduzir o número de veículos em circulação — a ideia é aposentar gradativamente os ônibus nas áreas onde o VLT circulará — o sistema terá 28km de trilhos e 42 estações. Cada um dos 32 bondes modernos terá capacidade para cerca de 450 passageiros, a maioria em pé. A prefeitura ainda não calculou o valor da tarifa que será aplicada, mas já está certo que o VLT fará parte do Bilhete Único Carioca (BUC) e que o valor da passagem não será muito diferente da dos ônibus que ele pretende substituir.

— Um dos pontos importantes é que os VLTs vão estar integrados às estações das barcas, à Central do Brasil e à Rodoviária. Além disso, eles vão praticamente extinguir os ônibus no Centro, além de diminuir a poluição sonora e do ar — diz o presidente da Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto do Rio, Jorge Arraes, acrescentando mais uma vantagem. — Além de ser legal e charmoso, o VLT vai ajudar os turistas. Ele passará pelo Museu do Amanhã, no Porto, e pelo Teatro Municipal, entre outras atrações da cidade.

A Linha 1, que será a maior, ligará a Avenida Presidente Antônio Carlos à Rodoviária Novo Rio, passando pela Praça Mauá. Com 35 paradas e 12 VLTs em operação, ela cruzará toda a extensão da Avenida Rio Branco. A expectativa é que o intervalo entre os bondes não ultrapasse cinco minutos.
Já a Linha 2, com 19 paradas, ligará a Praça Mauá à Central do Brasil, via Túnel da Saúde. Primeira obra da segunda fase do projeto Porto Maravilha, o túnel que será aberto tem 70 metros de extensão e cruzará o Morro da Saúde. Ele terá três pistas em cada sentido e, no meio, espaço para o VLT.

A terceira linha do novo transporte fará a ligação entre o Aeroporto Santos Dumont e a Central do Brasil, via Praça da República, com parada na estação das barcas. A ideia inicial era que outra linha, a 1, seguisse da Presidente Antônio Carlos até o aeroporto, mas o estudo mostrou que seria inviável a construção de um túnel por baixo da Avenida Beira-Mar. Optou-se, então, por estender a linha que passava pelas barcas até o aeroporto. A Linha 3 passará ainda pela Rua Sete de Setembro, única via que deverá sofrer uma mudança mais drástica: para a implantação dos veículos leves, os carros de passeio e táxis poderão ser banidos.

— Ainda estamos estudando o fechamento da Sete de Setembro aos carros. No resto da área onde teremos o projeto, os veículos vão conviver com o VLT. Carros de passeio e táxis andarão sobre os trilhos. Se o VLT parar, eles também precisarão frear — diz Luiz Carlos de Souza Lobo, diretor de Operações da Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto do Rio.
A Linha 4 ligará a Central à Avenida Presidente Antônio Carlos via Avenida Marechal Floriano e, a partir da parada Candelária, se sobreporá à Linha 1.

— Com essas sobreposições, vamos conseguir diminuir o intervalo entre os veículos. Se, com uma linha, a espera seria de cinco minutos, com a sobreposição, ela pode cair a três minutos — diz Lobo, acrescentando que as estações devem ficar a cerca de 400 metros de distância umas das outras.

A ligação entre a Central e a Rodoviária será feita pela Linha 5, enquanto a sexta linha do VLT cobrirá o trecho Praça Mauá-Rodoviária, via Túnel da Providência. Quem for, por exemplo, visitar a Cidade do Samba terá duas estações de parada à disposição, uma em cada lado da construção.
De acordo com o projeto, os VLTs vão ter paradas próximas a outros meios de transporte. As estações do metrô Cinelândia, Carioca e Central ficarão perto dos pontos do sistema, que também se ligará à estação do trem-bala, se ele sair do papel, e ao teleférico que deve ser implantado no Morro da Providência.
18/12/2011 - O Globo

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Linha 3 do Metrô do Rio de Janeiro virá em 2012

Após uma série de pendências no Tribunal de Contas da União (TCU), a Secretaria Estadual de Obras confirmou a possibilidade das obras da Linha 3 do metrô, que ligará Niterói a Itaboraí, passando por São Gonçalo, serem iniciadas em março do ano que vem. A informação foi anunciada, semana passada, durante visita feita por representantes do governo Sérgio Cabral, da Prefeitura de São Gonçalo e das construtoras Queiroz Galvão e Carioca, que integram o consórcio responsável pela construção. Enquanto vistoriavam o traçado da Linha 3, em território gonçalense, os técnicos cogitaram a hipótese de alterar o projeto original, com a criação de uma estação no bairro Nova Cidade.

“Fiquei muito otimista com a visita, principalmente pela parte do Estado, que já enviou para o Tribunal de Contas da União (TCU), as correções solicitadas. A possibilidade das obras serem iniciadas em março mostra um cenário positivo para nós, da Prefeitura de São Gonçalo”, disse Luís Paiva, secretário municipal de Planejamento.
Vistoria - Na vistoria foi avaliado todo o traçado em São Gonçalo. Os técnicos adiantaram que o cronograma para a construção da seis estações no município, até 2014, será mantido, mesmo com o atraso no início das obras. A ideia é que neste período sejam erguidas as estações de Neves/Vila Lage, Parada 40, Zé Garoto, Nova Cidade, Alcântara/Jardim Catarina e Guaxindiba.


De acordo com Paiva, a inclusão da uma estação em Nova Cidade servirá para atender a região de Trindade e Salgueiro. “Aquela é uma região importante, que tem saída para os bairros que estão em locais mais distantes do município. Acredito que não haverá problemas para criar esta estação”, ressaltou Paiva.
Receita - A prefeita de São Gonçalo, Aparecida Panisset (PDT) afirmou que, como contrapartida do município para financiar a obra, vai liberar RS 150 milhões oriundos do PAC Mobilidade Urbana.
Linha 3 – No projeto estão previstas, ao todo, 14 estações, sendo três em Niterói. São elas: Arariboia, Jansen de Melo e Barreto. Em São Gonçalo são: Neves, Vila Laje, Paraíso, Parada 40, Zé Garoto, Mauá, Antonina, Trindade, Alcântara, Jardim Catarina, até Guaxindiba.

domingo, 11 de dezembro de 2011

Conheça a nova composição do Metrô do Rio de Janeiro

Trilhos do Futuro, conheça os vagões chineses que estão sendo comprados pelo Metrô Rio. Na maior fábrica de trens de alumínio do mundo, na China, estão sendo construindo os novos trens de metrô que operará no Rio de Janeiro.



Lá estão sendo fabricadas as novas composições, aparentemente mais espaçosas e com mapas de sinalização óticas da real localização da composição, que vão facilitar o usuário. 


SuperVia inicia Testes no novo Trem

Começaram nesta sexta-feira (09.12) os testes dinâmicos com o primeiro dos 30 trens chineses comprados pelo Governo do Estado, que serão incorporados à atual frota da SuperVia. As primeiras viagens da composição aconteceram entre Queimados e Japeri.
Em dezembro entrará em operação ainda o primeiro trem modernizado pela concessionária. A reforma soma-se ao total de 73 composições que, através de um investimento de R$ 230 milhões, começam a ser equipados com ar condicionado, novos equipamentos mecânicos e interiores mais modernos e confortáveis.
Até o final do primeiro trimestre de 2012 deverão se incorporados à frota mais 17 trens com ar-condicionado, entre chineses e reformados. A previsão é de que, em março, oito trens chineses e nove modernizados, todos com ar-condicionado, já estejam em operação. Os novos trens chineses e os trens modernizados fazem parte de um investimentos de R$2,4 bilhões, que inclui a renovação de toda a frota.


Esta é uma grande vitória para o setor de transportes públicos do Rio. A população do Rio merece esta nova frota que começa e ser incorporada ao nosso sistema ferroviário urbano. Estas novas composições vão garantir uma redução média de idade da frota de 35 para 16 anos.  Até a Copa do Mundo de 2014 teremos uma frota totalmente composta por trens modernos e equipados com ar condicionado – afirma o secretário de Transportes, Julio Lopes.
O primeiro trem chinês foi entregue em setembro, no prazo previsto pelo cronograma, e desde então passava por testes estáticos, na oficina de Deodoro.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Maquete em tamanho real do monotrilho da Bombardier



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Público visita maquete do monotrilho na NT 2011
A Bombardier está expondo na Feira Negócios nos Trilhos 2011 uma maquete em tamanho real do monotrilho, sistema em via elevada que está sendo implantado na extensão da Linha 2-Verde do Metrô de São Paulo, ligando a Vila Prudente a Cidade Tiradentes. Esse é o primeiro monotrilho que está sendo implantado na América Latina.

A linha do monotrilho terá 24 km de extensão, 17 estações e 54 trens. O tráfego da linha será gerido pelo sistema de sinalização e controle automático Bombardier Cityflo 650, que permite que os trens circulem sem condutor (driverless).

O sistema terá capacidade para transportar 48 mil passageiros por hora e por sentido, o que corresponde a cerca de meio milhão de usuários diariamente. O trem tem velocidade máxima de 80 km/h e velocidade média operacional de 36 km/h, com intervalo entre trens de 75 segundos.

Os trens circularão em via elevada, entre 12 e 15 metros de altura, dependendo do trecho, ao longo das avenidas Luiz Inácio de Anhaia Melo, Sapopemba, Metalúrgicos e estrada do Iguatemi, na Zona Leste de São Paulo. As estruturas pré-moldadas estão sendo instaladas nos canteiros centrais e em alguns trechos na lateral das estradas e avenidas.

O primeiro trecho, de Vila Prudente até o Oratório, já em construção, tem inauguração prevista para o inicio de 2013. O trecho seguinte até São Mateus deve entrar em funcionamento em 2014. A chegada à Cidade Tiradentes, última etapa do percurso com 11 km de extensão, está prevista para acontecer em 2015.
O projeto completo está sob responsabilidade do Consórcio Expresso Monotrilho Leste, que é liderado pela construtora Queiroz Galvão e inclui ainda a construtora OAS e a Bombardier. A Bombardier será responsável por projetar, fabricar e fornecer toda parte mecânica e elétrica do sistema de monotrilho.