quinta-feira, 24 de abril de 2014

Aeroporto Internacional de Miami ganhará mini metrô

Empresa Poma instalará a solução Mini Metrô no aeroporto internacional de Miami no estado da Florida.
O aeroporto internacional de Miami receberá em 2016 um APM (Automated People Mover) em suas instalações, o Mini Metrô da empresa Poma conectará o Terminal E com o seu terminal satélite. A linha tem um percurso de 375 metros e o APM é constituído por duas cabinas que transportarão 12.000 passageiros por hora.


O Mini Metrô utiliza a tração por cabo, uma tecnologia desenvolvida especificamente para aeroportos e ambientes urbanos. A solução substituirá o equipamento automotor existente no terminal desde 1980.

O contrato, cujo valor alcança os US$ 76 milhões, foi adjudicado recentemente pelo Miami Dade Aviation Department, a entidade gestora do aeroporto, à joint venture formada pela Beauchamp Construction e a filial da POMA, Leitner Poma of America (LPOA).

Criado em 1928, o Miami International Airport (MIA) é a principal porta de intercâmbio entre os Estados Unidos e a América Latina. Situado nos arredores de Miami, o Miami International Airport é uma das plataformas com maior tráfego aéreo do mundo.


O Mini Metrô já existe nas cidades de Detroit, Minneapolis, Frankfurt, Zurique e Cairo.

Características técnicas:

• Comprimento: 375 metros (1.230 pés) entre o terminal E e o satélite E
• Número de trens tracionados por cabo: 2
• Capacidade de cada trem: 150 pessoas
• Capacidade de transporte: 5.600 passageiros / hora /sentido
• Velocidade nominal: 11 m/s (40 km/h)
• Frequência: 3 minutos aprox.
Fonte: RF

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Projeto da GE permite 25% de combustível biodiesel em trens

Com cerca de 70% da frota de trens no Brasil, a GE Transportation acaba de concluir um projeto de validação do uso de uma mistura de 25% de biodiesel no combustível que abastece suas locomotivas. Hoje, a lei exige que as empresas usem no mínimo 5% de biodiesel.

Segundo o presidente da GE Transportation para a América Latina, Rogério Mendonça, os testes para a validação do uso de biodiesel nas locomotivas partiram de um pedido de clientes. "O uso de biocombustíveis é tendência global. As empresas querem estar prontas tecnologicamente", afirma o executivo.


Os fabricantes de biodiesel têm pressionado o governo para ampliar a mistura obrigatória do combustível "verde" no diesel, hoje em 5%. O próprio ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, disse no fim de 2013 que a elevação do porcentual está em estudo pelo governo.

Os testes da GE foram feitos por dois anos em trens em operação e na fábrica da empresa em Contagem (MG). O resultado habilita as cerca de 2 mil locomotivas no País a usarem uma mistura maior do biodiesel.

Custo. Apesar da habilitação técnica, as operadoras de carga não devem ampliar no curto prazo o uso do biocombustível, já que ele é cerca de 20% mais caro do que o diesel, segundo estimativas de mercado.

A MRS Logística, por exemplo, usa em suas locomotivas a mistura obrigatória de biodiesel no diesel, de 5%, e diz que o entrave para ampliar o porcentual é o custo. O combustível representa 25% do custo operacional total da concessionária.

Os produtores de biodiesel dizem que o problema de competitividade do combustível verde é um reflexo da política de preços do diesel da Petrobrás. A estatal vem importando diesel a preços menores do que vende no País, atendendo à pressão do governo para segurar a inflação.

"É uma questão de política macroeconômica. A Petrobrás pratica no Brasil um preço 18% mais barato do que o preço de compra. Não dá para competir com preços artificiais", afirma o diretor-superintendente da Associação dos Produtores de Biodiesel do Brasil (AproBio), Júlio Minelli. Fonte: O Estado de S. Paulo/GE

segunda-feira, 21 de abril de 2014

Revitalização Ferroviária na África

A terceira sessão da Conferência de Ministros Africano dos Transportes (CAMT) realizada em 2014, organizada sob os auspícios da Comissão da União Africana (AUC), foi realizada em Malabo, Guiné Equatorial. A conferência reuniu Ministros Africanos dos Transportes.

A primeira sessão da Conferência de Ministros Africanos dos Transportes, que teve lugar em Abril de 2008 na Argélia, foi uma conferência histórica que estabeleceu o CAMT como uma conferência legal da União Africano.

O objectivo desta Conferência Ministerial foi revisar a implementação dos vários planos de subsetor de atuação, com resultados específicos, bem como novos desafios para facilitar a rápida implementação das atividades de desenvolvimento dos transportes.


quinta-feira, 17 de abril de 2014

Inovações no Sistema de Realidade Virtual para a Simulação de Trem

A Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) anunciou a adição, no mês de março, de duas inovações no Sistema de Realidade Virtual para a Simulação de Trem desenvolvido pela entidade com o apoio da Vale. Trata-se de um módulo multiusuário e do modo de veículo completo.

Agora, é possível interligar todas as cabines de treinamento de maquinistas. Desta forma, cada trem visualiza o outro e pode interagir em tráfego, sinalização e manobras de pátio, por exemplo. Atualmente, existem cabines localizadas em Vitória, Divinópolis (MG) e Moçambique, na África, além de uma cabine móvel que circula pelo Brasil realizando treinamentos nas diversas áreas de operação da Vale.

Imagem do Simulador

O sistema multiusuário permite ainda a simulação de um Centro de Controle de Operações (CCO), onde o instrutor tem uma visão geral da malha. Ele pode funcionar com acesso remoto por meio da internet, permitindo ao instrutor preparar cenários e acompanhar o treinamento em qualquer local.

Já o modo de veículo completo funciona por meio da interligação de diversos computadores que permitem que o maquinista administre, em tempo real, o comportamento dinâmico e as forças que agem em todos os vagões e na locomotiva. A funcionalidade assegura com precisão a obtenção de informações sobre possíveis riscos de descarrilamento.

Inteiramente brasileiras, as novas tecnologias reforçam a segurança operacional dos veículos, aumentam a produtividade do sistema e propiciarem economia de combustível. O projeto do Sistema de Realidade Virtual para a Simulação de Trem teve início em 2009 e já recebeu investimentos de R$ 5 milhões.

A ferramenta foi desenvolvida por três equipes da Poli lideradas pelo professor do Departamento de Engenharia Mecânica e coordenador do Laboratório de Dinâmica e Simulação Veicular (LDSV) Roberto Spínola Barbosa. “A atual arquitetura do simulador permite que ele seja replicado para operações nos portos ou nas minas, além de outros sistemas de transporte, como as redes de metrô”, destaca.

Participam também do projeto o Laboratório de Automação e Controle (LAC) do Departamento de Engenharia Elétrica, que atuou na concepção do sistema de simulação com processamento distribuído em diversos computadores interconectados em rede, e o Tanque de Provas Numéricos (TPN), do Departamento de Engenharia Naval, que desenvolveu o processamento de imagens e realidade virtual, contribuindo com a estrutura de visualização georeferenciada e com imagens de satélite.

O diretor de Engenharia e Desenvolvimento Logístico da Vale, Roberto Di Biase, destaca que as inovações no projeto permitem aos maquinistas conduzir os trens em um ambiente controlado e seguro antes operar em máquinas reais. “O uso da ferramenta nos permite treinar os maquinistas em situações críticas ou de emergência, só possíveis em um ambiente virtual”, completa.

O executivo ressalta que o simulador já capacitou, desde 2012, mais de 350 profissionais da empresa, entre engenheiros, analistas e maquinistas. A ferramenta reproduz o comportamento do trem por todo o trajeto de uma ferrovia, incluindo a visualização do ambiente com sons e variações como sol, chuva, neblina e noite. Estão presentes todos os sistemas que formam o trem, além de dados como o tempo de percurso, consumo de combustível e índice de segurança contra descarrilamento. Fonte R. Tecnologística

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Temperaturas baixas na Europa e o tráfego de trens

Devido as fortes baixas na temperatura que atingem toda a região do continente europeu todos os anos, especificamente a Alemanha, Áustria, França, Itália, Suécia, Suíça e Reino Unido, os trens regionais também ficam impossibilitados de trafegarem pelas principais linhas férreas. 

O cancelamento dos trens de passageiros e de cargas sofre com uma das maiores nevascas registrado nos últimos 20 anos em 2013, em determinadas regiões que assinalam temperaturas negativas. 

Equipes de campo dos principais operadores do sistema ferroviário tentam otimizar algumas situações como acelerar os desbloqueios das linhas, retirando os grandes acúmulos de neve nos equipamentos de sinalização. Para os próximos dias as temperaturas deverão registrar ainda novas quedas, o mesmo ocorre com o sistema aéreo por toda a Europa.