segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Hyundai Rotem terá fábrica de trens em Araraquara

A Hyundai Rotem, braço do gigante sul-coreano Hyundai Motor Group para o setor ferroviário, anunciará, no próximo dia 12 de novembro, em uma cerimônia prevista para o Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo, a construção de uma fábrica para a produção de trens na cidade de Araraquara (SP). 


A informação foi confirmada pelo presidente da Associação Brasileira da Indústria Ferroviária (Abifer), Vicente Abate, pelo presidente da Agência Paulista de Promoção de Investimentos e Competitividade (Investe SP), Luciano Almeida, e pelo prefeito daquela cidade paulista, Marcelo Barbieri (PMDB).

Eles não deram detalhes dos investimentos, mas a fábrica da Hyundai Rotem irá suprir a produção de trens da companhia feita em parceria com a Iesa, que está em recuperação judicial desde setembro.

Os primeiros veículos para cumprir os contratos da Hyundai Rotem serão feitos na unidade da Iesa até que a nova planta industrial seja viabilizada.

A sul-coreana e a Iesa são responsáveis pela produção de 30 trens para o contrato com a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), mas a Hyundai Rotem deve também assumir a produção sozinha, segundo Abate.

Entre outros contratos, a Hyundai Rotem é a responsável ainda pelas composições para o Metrô Bahia, em Salvador (BA) e Lauro de Freitas (BA), operado pelo grupo CCR em uma Parceria Público-Privada (PPP) com o governo daquele Estado. Fonte: Estadão

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Dona do metrô de Paris negocia compra de companhia brasileira

A RATP, gigante francesa de mobilidade urbana que opera o metrô de Paris, negocia a compra de uma empresa de engenharia brasileira. A negociação está sendo feita pela Systra, subsidiária da estatal francesa na área de engenharia e serviços. O nome da companhia brasileira, no entanto, não foi revelado.

"Decidimos juntos com a Systra comprar uma empresa brasileira de engenharia, para criar uma plataforma de engenheiros para toda a América Latina, baseada no Brasil", afirmou Pierre Mongin, diretor-presidente global da RATP. A expectativa, segundo ele, é que o negócio seja concluído até o fim do ano. "Esperamos finalizar o mais rápido possível", completou o executivo, que veio ao Brasil esta semana para uma série de reuniões.


O executivo participou de encontro sobre oportunidades de negócios para empresas brasileiras na França e se reuniu com parceiros dos dois projetos em que atua no Brasil - a construção e operação da Linha 4-Amarela do metrô de São Paulo e do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) que ligará a região portuária do Rio de Janeiro a diversos pontos do centro da capital fluminense. Ontem à tarde, Mongin também se encontrou com o governador reeleito do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, para cumprimentá-lo pela vitória nas urnas no último domingo.

A RATP já possui uma equipe permanente no Brasil e avalia novas oportunidades de negócios no país. Entre elas estão os projetos do metrô de Porto Alegre e do VLT de Santos. Mongin acrescentou que a empresa também olha oportunidades em Curitiba.

"Nosso desejo é fortalecer a cooperação para deixar a infraestrutura do Brasil mais eficiente. A presidente [Dilma Rousseff] tem o projeto de acelerar o desenvolvimento da infraestrutura. Isso é muito importante para a qualidade de vida dos brasileiros. E acreditamos que nossa experiência e tecnologia pode acrescentar valor", disse o principal executivo da RATP.

A aquisição da empresa brasileira faz parte da estratégia da companhia de ampliar para 30% a participação da área internacional no total do faturamento do grupo, da ordem de € 5,1 bilhões (cerca de R$ 16,1 bilhões) por ano. Hoje os negócios fora da França representam 17% do faturamento da RATP.

Criada em 1948, com o objetivo de reconstruir o sistema de transporte em Paris após a 2ª Guerra Mundial, a RATP transporta 11 milhões de passageiros na capital francesa. A companhia possui hoje 60 mil funcionários, espalhados em 12 países. No Brasil, a primeira atividade da empresa foi a participação na construção do metrô do Rio de Janeiro, na década de 70/80.

Com relação aos projetos em andamento no Brasil, a linha 4-amarela do metrô de São Paulo será a primeira linha automática de metrô da América Latina. Segundo Mongin, três linhas do metrô de Paris já operam sem a necessidade de condutor. A linha 1 do sistema francês, em operação há 103 anos e atualmente a mais moderna do mundo, funciona com intervalos de trens de 85 segundos apenas.

A RATP possui 1% do consórcio ViaQuatro, responsável pela construção e operação da linha 4-amarela. Os demais sócios são a CCR (58%), Montgomery Participações (que pertence a um fundo administrado pelo Banif, com participação da Odebrecht, com 30%), a japonesa Mitsui (10%) e a Benito Roggio (empresa argentina do grupo Roggio, com 1%).

No Rio de Janeiro, o VLT ligará o Porto Maravilha ao centro financeiro da cidade e a diversos pontos da região, como o aeroporto Santos Dumont. O custo da obra do sistema, que terá 28 quilômetros de extensão, é estimado em R$ 1,2 bilhão. A RATP detém 0,25% de participação do consórcio VLT Carioca, responsável pela implantação e operação do sistema. Os demais sócios são a Actua - CCR (24,44%), Invepar (24,44%), OTP - Odebrecht (24,44%), Riopar Participações (24,44%) e Benito Roggio Transporte (2%).

O primeiro trecho, de 14 quilômetros, está previsto para entrar em operação no fim de 2015.
Fonte: Valor Econômico

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Trem da China para o Tibete vence obstáculos de alta altitude

Embora alguns observadores afirmam que seu significado é em grande parte simbólico, o governo chinês diz que a estrada de ferro é projetada para ajudar as receitas do turismo no Tibete e reduzir os custos de transporte de bens em 75%. Os produtos eram transportados pelas estradas de montanha, que muitas vezes são bloqueadas por deslizamentos de terra ou neve, tornando o comércio proibitivamente caro.

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Governador pretende começar obras da Linha 3 do metrô ainda em 2014 no Rio

A implantação da Linha 3 do metrô e a expansão da Linha 4 são projetos que o governador eleito, Luiz Fernando Pezão (PMDB), pretende tirar do papel durante o seu primeiro mandato, como afirmou durante entrevista ao RJTV 1ª edição nesta segunda-feira (27).


“É uma parceria público-privada. É a primeira vez que o governo federal coloca dinheiro numa linha de metrô e a gente está apresentando ao mercado para discussão a manifestação de interesse. Eu quero muito começar essa obra ainda esse ano, mas claro que eu tenho que vencer as burocracias. Tem audiência pública e todo um rito que tem que ser seguido. Mas pode ter certeza de uma coisa, a água na Baixada e a Linha 3, o que eu me comprometer eu vou tirar do papel”, afirmou o governador.

De acordo com Pezão, ele pretende expandir a Linha 4, que deve ser inaugurada em 2016, da Gávea para a Carioca e da Barra para o Recreio. “Não só Barra para o Recreio. Estamos licitando projetos da Gávea para o Carioca, que é super necessário. Eu estou apresentando agora e quero colocar também Uruguai ao Méier, quero Estácio-Praça 15”, afirmou Pezão, destacando que Barra-Recreio e Gávea-Carioca deve conseguir concluir ainda em um primeiro mandato, mas que buscará parcerias com a prefeitura do Rio. Fonte: Globo

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Cidades francesas resgatam o VLT

Besançon, no leste da França, ganhou em setembro sua primeira linha de tramway, como é chamado no país o "veículo leve sobre trilhos" (VLT). O município e seus arredores, com apenas 177 mil habitantes, tornou-se a 28ª cidade francesa a ter esse meio de transporte. Na prática, Besançon é o mais recente exemplo de localidade que havia, literalmente, perdido o bonde, e que reimplementou esse sistema várias décadas depois.

Em Paris, levou 69 anos para o tramway voltar a circular na capital, em 2006. Em toda a França, entre os anos 30 e 50, esse sistema de transporte público foi desmantelado para dar espaço aos carros. Mas, curiosamente, foi a forte expansão do automóvel nas décadas seguintes e os consequentes problemas de congestionamento e de poluição que trouxeram o bonde de volta às cidades francesas, onde ele é agora visto como símbolo de modernidade na paisagem urbana.


As duas primeiras linhas de VLT de nova geração foram inauguradas em meados dos anos 80 em Nantes, no oeste do país, e em Grenoble, no sudeste. A expansão em quase 30 anos foi rápida: além de circular agora em 28 municípios, inúmeras localidades ampliaram progressivamente sua rede com novas linhas.

"Quase todas as cidades francesas com mais de 200 mil habitantes implementaram o VLT. Algumas de menor porte também fizeram isso", afirma o consultor Marc Le Tourneur, que possui um escritório em Montpellier e é um dos principais especialistas franceses na área. Ele foi responsável, por exemplo, pela construção e operação das redes de bondes em Montpellier e Estrasburgo.

Existem várias razões que explicam o renascimento dos tramways na França. A primeira, aponta o consultor, é que os VLTs podem transportar três vezes mais passageiros do que os ônibus e custam muito menos que o metrô. "Em Montpellier, os 57 km de bondes realizados ao longo de 15 anos custaram o mesmo preço da segunda linha de metrô da cidade, que possui apenas 12 Km", diz Le Tourneur, que também foi diretor da multinacional francesa Transdev, operadora de várias redes de VLT na França e no exterior.

O custo total de um projeto de tramway na França gira em torno de € 400 milhões para um trecho médio de 15 Km. É certo que para construir um sistema de corredores de ônibus o investimento é, geralmente, três vezes menor do que o de uma linha de bondes. Mas a longo prazo o sistema de VLT é mais vantajoso financeiramente, segundo o consultor. Além de transportar bem menos passageiros, os ônibus necessitam de um maior número de motoristas para efetuar distâncias equivalentes e têm custos operacionais maiores, ressalta Le Tourneur.

Os VLTs têm outra vantagem: eles circulam mais rápido do que os ônibus. "Os bondes na França têm trilhos separados do restante do trânsito e não param nos sinais. Eles têm prioridade para avançar", diz ele. Fonte: Valor Econômico