segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Puxadinho do Metrô RJ é opção equivocada

O governo do Rio de Janeiro já está tocando as obras de extensão do metrô do Rio até a Barra da Tijuca, a partir de Ipanema, uma das mais importantes intervenções urbanísticas da agenda do poder público com vistas às Olimpíadas de 2016. Tanto quanto movimentar máquinas e operários, também avança a polêmica sobre o traçado escolhido para a nova rede, mobilizando forças da sociedade contrárias ou favoráveis à opção em curso.

A necessidade de aumentar a malha metroviária é um consenso, em razão das demandas de transporte da Região Metropolitana – que, se não forem atacadas com profundas e estruturais transformações na política para o setor, inviabilizarão de vez o sistema viário fluminense. Mas, se esse é um ponto em que há concordância geral da sociedade, o mesmo não se pode dizer do projeto escolhido para esticar a malha da Zona Sul à Zona Oeste. As críticas ao programa de expansão são consistentes e deveriam ser levadas em conta.

Recentemente, o Clube de Engenharia integrou-se à lista de críticos do projeto. Em carta ao governador Sérgio Cabral, a entidade defendeu a ideia de se fazer a expansão com vistas ao futuro aproveitamento da estação da Gávea, a ser construída, como cruzamento entre a atual Linha Um e a Linha Quatro, tal como previsto inicialmente.

A proposta do Clube reflete uma preocupação que se baseia numa realidade visível na rotina de superlotação e atrasos do metrô carioca. Mas, em lugar de conceber o desenvolvimento da rede metroviária a partir da criação de novas malhas, com a estação Gávea construída em dois níveis, o governo estadual optou por fazer uma espécie de “puxadinho” da atual Linha Um até a Zona Oeste. Ou seja, quando começarem a rodar no novo trecho, os vagões do metrô, em vez de desafogar um sistema sobrecarregado, agregarão mais passageiros, pressionando a atual demanda, que já compromete a eficácia da rede em operação.


Perde-se assim a oportunidade única de, graças às bilionárias inversões financeiras na infraestrutura da cidade, estimuladas pelos Jogos de 2016, o Rio promover em seu sistema metroviário melhorias substanciais, projetadas para superar deficiências presentes e suportar previsíveis pressões de aumento no número de passageiros no futuro. Isso sem falar no aperfeiçoamento global do sistema de transportes, no trânsito e no crescimento ordenado da cidade, prometidos legados das Olimpíadas e preocupação primordial do movimento que levou à candidatura carioca junto ao COI.

O documento do Clube de Engenharia, formulado por uma entidade que congrega especialistas na matéria, sugere que se abandone a opção equivocada e se volte ao projeto original. Do ponto de vista técnico, é viável alterar a concepção do plano de expansão do metrô. E, do ponto de vista dos interesses da cidade, a mudança é um imperativo. Caso contrário, a extensão da rede até a Barra poderá passar como mera intervenção para atender a vinte dias de competições esportivas em 2016, e não para enfrentar demandas de pelo menos mais vinte anos à frente.
O Globo

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Obra do aeromóvel recebe trilhos

Os trilhos do aeromóvel, projetado para fazer a ligação entre a linha da Trensurb e o Terminal 1 do Aeroporto Salgado Filho, chegaram ontem ao canteiro de obras. São cerca de 20,9 toneladas de material ferroviário. 
De acordo com o último relatório de fiscalização, a construção da via elevada está com 36% da obra executada, com 40 das 204 estacas já colocadas e a montagem das formas metálicas das vigas em fase de conclusão. Os dois veículos – um com capacidade para 150 passageiros, outro para 300 – têm 29% de conclusão. 




A licitação referente à construção das estações – uma na Estação Aeroporto da Trensurb, a outra no aeroporto – foi concluída em agosto e a empresa vencedora foi a Arcol Engenharia Ltda. O projeto, orçado em cerca de R$ 29,9 milhões, tem previsão de conclusão para o início de 2012.

Fonte: Zero Hora
Publicada em:: 16/09/2011

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

DEBATE - Traçado Original Linha 4 do Metrô

Assista o debate com a presença de autoridades no assunto e dê sua opinião.
Convidados: o vereador Carlo Caiado, presidente da Frente Parlamentar em Defesa da Implantação do Traçado Original da Linha 4 do Metrô, Fernando Mac Dowell, engenheiro de Transportes e ex-diretor do Metrô-Rio e Odilon de Andrade, diretor da Câmara Comunitária da Barra.


O projeto da Linha 4 do Metrô para a Barra existe desde a década de 90.  O traçado original previa a ligação de uma estação no Morro de São João (localizada nas proximidades do Shopping Rio Sul) com estações no Humaitá, Gávea, São Conrado e Jardim Oceânico.  Posteriormente um estudo alternativo incluiu no percurso a estação Jardim Botânico, bem como a ligação da estação Humaitá com Botafogo, Laranjeiras e Largo da Carioca.
Como resultado da escolha do Rio para sede das Olimpíadas de 2016, o Governo do Estado do Rio de Janeiro anunciou a construção da Linha 4, mas para surpresa geral, não mais respeitando o projeto original. A opção divulgada foi o prolongamento da já saturada Linha 1 em direção ao Jardim Oceânico, passando pelas estações: N.S. Paz, Jardim de Alah, Antero do Quental, Gávea, e São Conrado. Essa opção não foi baseada em qualquer estudo atualizado de demanda, que tenha sido publicado.
A alegação para essa alteração são os chamados “compromissos olímpicos” de proporcionar ligação rápida do “polo hoteleiro” concentrado em Copacabana e Ipanema, com o “polo olímpico” concentrado na Barra da Tijuca. Fonte: Divulgação

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Túnel ferroviário entre a Sibéria e o Alasca


Vamos brindar os russos e seu túnel subaquático para um trem entre a Sibéria e o Alasca! Com 103km de extensão, o túnel proposto seria duas vezes maior que o Eurotúnel, que liga a França à Inglaterra pelo Canal da Mancha, e poderia ser expandido para conectar Nova York a Londres.
Infelizmente para os nômades viajantes, o sistema de trem de alta velocidade proposto pelos russos seria usado apenas para transporte de carga (cerca de 100 milhões de toneladas por ano), não para transporte de passageiros, mas mesmo com este detalhe menos empolgante, o túnel deve ser um grande feito de engenharia.Este projeto, financiado com capital público e privado, poderia também ser bastante sustentável e ecológico. .

As usinas elétricas propostas, que extraem energia das marés, poderiam fornecer 10 gigawatts de energia, e um conjunto de campos de energia eólica poderia criar uma oferta constante de energia limpa, servindo como uma conexão vital a uma rede mundial de energia. O túnel em si iria levar dez anos para ficar completo – e uma rede elétrica e ferroviária levariam mais outros anos – mas o projeto iria mudar de forma significativa a indústria de transporte de carga, além da indústria de energia.



sábado, 10 de setembro de 2011

Implantação do trem turístico Expresso Pai da Aviação

Implantação do trem turístico Expresso Pai da Aviação, inicialmente no trecho de 4km na cidade de Santos Dumont, estação central e antigo 4º Deposito, uma Parceria da Ong Amigos do Trem, do Governo Federal, do Ministério dos Transportes, do DNIT Ferroviário e da Prefeitura Municipal de Santos Dumont.




Após muito trabalho com pessoal da Oscip Amigos do Trem técnicos e colaboradores, o sonho de colocar novamente o trem de passageiros nos trilhos está virando realidade.


Juiz de Fora-MG


Com o projeto inicial de aproximadamente 125 Km de extensão que ligará as cidades de Matias Barbosa a Barbacena, na Zona da Mata, teve aprovação de 92% da população local em pesquisa encomendada.
Observe nas fotos alguns pontos turísticos das cidades inicialmente contempladas.