sexta-feira, 10 de setembro de 2021

Marcopolo Rail Fornecerá People Movers Articulados


A Marcopolo Rail, divisão da Marcopolo focada no desenvolvimento de novos modais sobre trilhos, fornecerá people movers para o consórcio AeroGRU, formado pelas empresas Aerom, HTB, FBS e TSEA. O consórcio é responsável pelo projeto de transporte de passageiros da linha 13-Jade da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) aos terminais 1, 2 e 3 de passageiros do Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo. A proposta comercial de fornecimento dos veículos foi validada entre a companhia e o consórcio este mês.



O Termo Aditivo para construção do Trem de Acesso ao Aeroporto de Guarulhos – Airport People Mover – foi assinado pelo hoje (8/9) pela manhã, marcando o início das obras de construção do sistema.


Serão três composições de dois carros, conhecidos tecnicamente como Automated People Movers (ATM), fabricados e integrados pela Marcopolo Rail. O sistema terá funcionamento autônomo (driveless) e fará um trajeto de 2,6 quilômetros entre a estação ferroviária e o aeroporto. O percurso prevê quatro paradas (estação CPTM, terminal 1, terminal 2 e terminal 3) e, de acordo com o projeto, poderá ser percorrido em seis minutos. 


“Com essa iniciativa, ampliamos a nossa atuação no país e reforçamos nossa estratégia de parcerias. Acreditamos fortemente no potencial do metroferroviário brasileiro, que tem condições de avançar nos deslocamentos de alta capacidade com velocidade, eficiência e conforto, além apresentar diversas vantagens na relação custo versus benefício no médio prazo”, afirma Petras Amaral, business head da Marcopolo Rail, que participou da cerimônia.


A Marcopolo Rail iniciou o fornecimento de People Movers para a Aeromóvel, em novembro de 2017. Na oportunidade, a Aerom desenvolveu conjuntamente com a Marcopolo Rail a geração G6 dos veículos do Sistema Aeromovel, representando uma evolução tecnológica significativa em relação àqueles em operação no Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre (RS). 


O veículo foi totalmente projetado, calculado e equipado seguindo os mais rigorosos padrões da indústria de APMs determinados pela norma ASCE 21-13 (Automated People Mover Standard), utilizando componentes de fornecedores consagrados do setor metroferroviário em subsistemas críticos como gangways, sensores, coletores de energia, portas de serviço, molas da suspensão secundária, rodeiros, freios e tantos outros.


“Este importante projeto reforça a parceria estratégica entre Marcopolo Rail e a tecnologia aeromóvel, além de demonstrar o potencial das soluções de mobilidade brasileiras para o mundo”, finaliza Petras.  No ano passado, a Marcopolo Rail iniciou um ciclo de ampliação de seu portfólio, com o lançamento do Prosper VLT, um produto de embarque em nível focado nos segmentos urbano, intercidades e turismo, tendo como primeiro cliente a Giordani Turismo, operadora gaúcha de Bento Gonçalves.


Sobre a Marcopolo


Fundada há 72 anos em Caxias do Sul (RS), a Marcopolo é líder na fabricação de carrocerias de ônibus no Brasil e desenvolvimento de soluções de mobilidade, posicionando-se entre as maiores fabricantes do mundo. A companhia investe de forma contínua em aprimoramento, tecnologia, design e expansão, produzindo soluções que contribuem para o desenvolvimento do transporte coletivo de passageiros. Com fábricas nos cinco continentes, os veículos produzidos pela empresa rodam nas estradas de mais de cem países. Como parte de sua estratégia de diversificação, fundou a Marcopolo Rail, divisão especializada na fabricação de veículos metroferroviários. A Marcopolo Rail conta com vários produtos em seu portfólio, além de People Movers, possui também VLTs lançados recentemente, com padrões construtivos e especificações que atendem às mais exigentes normas ferroviárias.


Crédito da imagem: Divulgação Marcopolo



Secco Consultoria de Comunicação

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terça-feira, 27 de julho de 2021

Veículo Leve Sobre Trilhos ACR - Acumuladores de Carga Rápida

Trem Leve Sobre Trilhos ACR - Acumuladores de Carga Rápida - capaz de operar sem catenária, sem terceiro trilho, sem alimentação pelo solo e sem baterias convencionais. O veículo - que já opera em Sevilha e em Saragoça -possui um pantógrafo que só se eleva durante as paradas, para uma carga rápida de 20 segundos.


A carga é feita em uma seção de catenária com o mesmo comprimento do VLT. Uma vez carregados, os acumuladores dão ao veículo autonomia de 1.400 metros, mais que suficiente para chegar à próxima estação e carregar de novo. Um sistema de recuperação de energia na frenagem complementa a alimentação dos motores de tração. O ACR foi desenvolvido pela Trainelec, empresa do grupo CAF. Fonte: CAF Vídeo/Foto: Silvério Borges




domingo, 11 de julho de 2021

Metrô de São Paulo completa 48 anos da primeira viagem teste do sistema

METRÔ DE SÃO PAULO FOI O PRIMEIRO A OPERAR EM A.T.O.

O engenheiro explica que São Paulo foi a primeira cidade do mundo a operar um sistema metroviário no que os ingleses chamam de ATO (Operação Automática dos Trens). Isto aconteceu porque em razão de um acidente nos testes nos Estados Unidos, o Senado Americano restringiu por três anos o uso deste sistema de forma automatizada. O Metrô paulista iniciou a operação neste espaço de tempo, se tornando o pioneiro.

“Somos o primeiro metrô do mundo a começar sua operação comercial em ATO. Nós até copiamos a tecnologia americana, mas lá aconteceu um acidente e o senado americano atrasou em três anos o começo do uso do ATO”, explicou Peter.


Peter Alouche, um dos primeiros mil funcionários da empresa, contou ao Diário do Transporte que esta tarefa era vital para tornar viável a operação do metrô

WILLIAN MOREIRA

O Metrô de São Paulo completou nesta semana em 6 de julho de 2021, 48 anos da realização do primeiro teste de viagem de trens da empresa entre as estações Jabaquara e Liberdade, ocorrida em 1973.

Este teste foi de vital importância para o futuro das operações e aconteceu com seis carros conectados percorrendo os 11 km de via cheios de sacos de areia, que tinham a missão de simular o peso de pessoas no interior do trem.


Foto do dia 06 de julho de 1973

Além do teste no sistema de ATO (Automatic Train Operation), a situação da via permanente (trilhos) e dos sistemas elétricos foram todos avaliados para, em caso de falhas, resolver e tornar o metrô ainda mais seguro.

O engenheiro eletricista Peter Ludwig Alouche (foto abaixo), de matrícula na companhia de número 987, foi um dos mil primeiros trabalhadores da empresa Peter ingressou em 1972 e ficou responsável por comandar uma equipe de 50 outros engenheiros trabalhando diuturnamente em até 16h por dia de trabalho para concluir os prazos de instalação do sistema.

Alouche concedeu entrevista ao Diário do Transporte durante um passeio em que percorreu o mesmo trecho da viagem pioneira, contando essa história sob seu olhar. Peter relembrou outro episódio, quando o então presidente Ernesto Geisel veio conhecer o metrô paulista.

Peter resumiu de forma bem direta como eram feitos estes testes e o porque do trem dar o chamado tranco na época em que iniciou a operação.

“O teste era para verificar a via, se o trem não emperrava na via e parte elétrica, se conseguia chegar. Estes são marcos, marco importantíssimo na medida em que já se antevia a operação com o usuário.

O trem pode andar completamente vazio, pode andar com média capacidade, o máximo que nós permitíamos pelo projeto seria seis pessoas por metro quadrado, mas o que tem acontecido na hora do pico do pico, são oito pessoas por metro quadrado. Então o trem tem de andar com oito passageiros por metro quadrado com velocidade máxima e com estabilidade sem dar esses ‘trancos’. Não pode ter tranco.

Por isso que dava tranco no início, porque o ATP que dependia do relê encrencava, sujeira, alguma coisa aí parava. Hoje não acontece mais isto porque todo o sistema de ATP e ATO são informatizados. Hoje o ATO funciona na base do sistema de telecomunicação”, explica Peter Alouche. Fonte: William Moreira/Diário do Transporte


terça-feira, 6 de julho de 2021

Trem de alta velocidade com baterias de íons de lítio

O Japão inaugurou no início deste mês o mais novo modelo de trem-bala para ligar Tóquio a Osaka. O N700S é o trem mais rápido do mundo, atingindo 360 km/h durante testes. No entanto, por motivos de segurança, não irá correr mais que 285 km/h com passageiros a bordo em modo de cruzeiro.

O novo trem também tem uma excelente nova bateria de íons de lítio que permitirá que funcione até mesmo em caso de terremotos ou outras situações de emergência. A ideia é permitir que o veículo saia de áreas de risco nestas situações, em especial túneis e pontes, para manter os passageiros em segurança.


A estreia do N700S foi programada para coincidir com a iminência dos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020. A Olimpíada, porém, foi adiada para 2021 por conta da pandemia do novo coronavírus.

Os Jogos Olímpicos e o transporte ferroviário de alta velocidade têm uma história muito próxima no Japão. A linha Tokaido Shinkansen, na qual o N700S está transportando passageiros, foi inaugurada para a Olimpíada de Tóquio de 1964.

Além da bateria, o modelo traz novos confortos para passageiros. Todas as poltronas têm maior reclinação e uma tomada própria. O espaço de armazenamento de bagagem também foi ampliado, um conforto a mais para os passageiros. Fonte: Divulgação

terça-feira, 22 de junho de 2021

China constrói sua primeira ferrovia de alta velocidade com PPP

Hangzhou, 22 jun (Xinhua) -- A primeira ferrovia de alta velocidade da China controlada por capital privado foi construída para conectar várias cidades na Província de Zhejiang, no leste do país.

Nesta terça-feira, os trilhos foram concluídos para a ferrovia intermunicipal Hangzhou-Shaoxing-Taizhou, um dos primeiros projetos ferroviários de alta velocidade da China financiados por uma parceria público-privada (PPP), com o setor privado tendo um status de controlador.


Com um investimento total de quase 44,9 bilhões de yuans (cerca de US$ 6,95 bilhões), a linha ferroviária de 266,9 km foi projetada com oito paradas e velocidade de até 350 km/h.

A nova linha ferroviária será inaugurada até o final deste ano e será conectada à rede de alta velocidade na região do Delta do Rio Yangtzé. Reduzirá pela metade o tempo de viagem entre Hangzhou e Taizhou, para aproximadamente uma hora. Fonte: Divulgação