sábado, 11 de agosto de 2018

A primeira linha de VLT sem catenária opera em Dubai

Você sabia? A primeira linha de VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) 100% sem catenária opera em Dubai. O VLT da Alstom é o primeiro do mundo capaz de rodar a temperaturas de até 50ºC e suportar condições climáticas extremas, como umidade e atmosfera arenosa. Ele também é equipado com um sistema de fornecimento de energia no nível do solo (APS), igual do VLT do Rio de Janeiro, o que permite operar sem catenárias em toda a linha, que tem 10,6 km de comprimento e 11 estações. O VLT tem 44 metros de comprimento e pode acomodar 408 passageiros. Seu formato de diamante na frente do trem reflete a imagem da cidade. Fonte: Alstom



Veja parte do automatismo e simulação de pilotagem de trens do metrô de São Paulo

Veja parte do automatismo e simulação de pilotagem no tráfego de trens do metrô de São Paulo, na linha 4 amarela mais precisamente, os trens são totalmente automatizados sendo monitorados a distância pelos controladores de tráfegos ou condutores de trens a distância conforme enfatizado na reportagem.


Os simuladores de treinamento leva aos funcionários a mais próxima realidade do dia a dia das composições em circulação e de como atuar em caso de pane e avaria. Em caso extremo de pane ou algum tipo de avaria, um piloto de metrô ou condutor de trem, pode pilotar o trem localmente com total segurança, continuando a viagem normalmente. O Metrô Rio também conta com simulador de pilotagem como treinamento. Fonte: Metrô de São Paulo/Olhar Digital


terça-feira, 7 de agosto de 2018

Todos os trens elétricos na Holanda estão sendo alimentados por energia eólica

A empresa nacional de ferrovias da Holanda, a NS, anunciou que todos os seus trens elétricos de passageiros agora estão sendo 100% alimentados por energia eólica. A NS anunciou o seu objetivo (de ter uma frota inteiramente movida por eletricidade captada do vento) pela primeira vez em 2015, e cumpriram isso com um ano de antecedência – eles esperavam conseguir em 2018.


Desde 1 de janeiro, 100% dos nossos trens estão funcionando com energia eólica, disse Ton Boon, porta voz da empresa. “Então, de fato, atingimos nosso objetivo um ano antes do planejado.” Em 2015, a NS iniciou uma parceria com a Eneco, empresa local de eletricidade. Como mencionado, seu objetivo era fazer com que toda a frota de trens elétricos fosse movida a energia eólica em janeiro de 2018. Fonte: NS Holanda


domingo, 29 de julho de 2018

As megamáquinas com as quais a China está ligando o mundo

A China está criando uma ambiciosa rede de conexões de transporte terrestre e marítimo para interligar sua economia em expansão às economias da Europa e da África. E sem perder tempo, o país está projetando incríveis máquinas de construção sob medida para executar rapidamente esse trabalho.


Chamado Belt and Road Initiative (BRI) - o que em português poderia ser traduzido como "Iniciativa Um Cinturão, Uma Rota" - o projeto do presidente chinês Xi Jinping foi lançado em 2013 e visa a conectar dois terços da população mundial em 70 países por meio de uma rede de ligações terrestres (o "cinturão") e vias marítimas (a "rota"). O ambicioso plano 'Made in China 2025' com que Pequim quer conquistar o mundo

Autoridades falam em investimentos de longuíssimo prazo, estimados em trilhões de dólares, provenientes de bancos, dos países envolvidos e do governo chinês. O plano de infraestrutura, porém, não está livre de polêmicas. Críticos apontam que ele sobrecarrega países pobres com bilhões de dólares em dívidas com a China, e também o apontam como uma pretensão expansionista da política externa do país. Apesar disso, o projeto avança.

Sinais disso podem ser vistos em território chinês e além de suas fronteiras, onde uma frota de novas máquinas está construindo ferrovias a um ritmo impressionante.


Construindo pontes

Como construir ferrovias de alta velocidade rapidamente onde grandes trechos da rota devem ser suspensos sobre vales e desfiladeiros para evitar curvas?

Para isso, foi construída a máquina de construção de pontes SLJ900/32 - localmente apelidada de Monstro de Ferro.

A SLJ é uma máquina multifuncional capaz de transportar, elevar e posicionar seções de trilhos, conectando eixos com pesados ​​blocos de pedra.

É assim que ela funciona:

Depois de assentar cada seção, o veículo de 92 metros - com a ajuda de suas 64 rodas - volta para pegar outro bloco. Em seguida, ele rola para frente sobre a parte que acabou de assentar para inserir outra seção.

Cada roda está em um bloco totalmente giratório, o que significa que também pode se mover lateralmente.

Mesmo com carga completa, ela pode se mover a 5km/h, garantindo que todo o processo seja muito mais rápido que os métodos tradicionais, que precisavam de guindastes enormes para serem construídos.

Com 580 toneladas, a máquina é muito mais pesada que qualquer composição ferroviária que atravessará os trilhos no futuro, garantindo que as pontes tenham resistência suficiente para aguentar o tráfego.

A SLJ já contribuiu para vários projetos ferroviários de alta velocidade, incluindo uma nova ligação entre a Mongólia Interior e o restante do país, impulsionando a China em direção à meta de 30.000 km de ferrovias de alta velocidade até 2020.

Escavando túneis

Mais ao sul, o projeto da Rodovia Su'ai em Shantou, não muito distante de Hong Kong, tem a ambiciosa missão de perfurar 5 km de uma rodovia subterrânea de seis pistas através de uma zona de terremotos.

Quando o túnel for inaugurado, em 2019, as autoridades esperam que ele modernize as conexões de transporte de Shantou a tempo de se tornar um dos chamados "15 portos-chave" ao longo da Rota da Seda marítima - cujo nome é inspirado na antiga rota comercial que ligou o Oriente e o Ocidente há dois mil anos.

Essa rota tem como objetivo melhorar conexões comerciais entre Ásia e Europa e Ásia e o leste da África, promovendo desenvolvimento, com a construção ou expansão de redes de ferrovia de alta velocidade, gasodutos, oleodutos, portos e centros logísticos.

Anteriormente, o maquinário necessário para o projeto da rodovia teria sido feito no exterior, mas a China começou recentemente a fabricar suas próprias máquinas de perfuração de túneis. São as chamadas TBM, ou Tunnel Boring Machine, em inglês.

O resultado dessa investida chinesa é uma TBM de 15,3 metros construída pela China Railway Engineering Equipment Group Company - que se apresenta como a maior empresa especializada no ramo de obras subterrâneas - com a ajuda de engenheiros alemães independentes e apresentada em outubro de 2017.


Como suas equivalentes alemãs, a máquina tem um gigantesco disco giratório na frente, capaz de cortar a terra e rochas.

Pesando 4 mil toneladas, ela possui 100 metros de infraestrutura traseira que permite aos trabalhadores instalarem as paredes do túnel conforme a broca vai se movendo gradualmente, impulsionada por cilindros hidráulicos.

Tal como acontece com outras máquinas do tipo, os fragmentos da perfuração são misturados com uma solução de Bentonite (uma mistura de argilas) dentro de uma câmara, antes de serem bombeados para fora em canos.

Não é a maior TBM do mundo - esse título vai para a Bertha, uma TBM de 17,4 metros construída para uso na Alaskan Way Viaduct, uma rodovia elevada em Seattle, nos Estados Unidos.

No entanto, máquinas como esta evidenciam a intenção da China de se tornar protagonista na construção de túneis:

Implantando trilhos

Enquanto as bases do projeto "Um Cinturão, Uma Rota" são estabelecidas na China, grandes projetos de infraestrutura financiados pelo país já estão em andamento a milhares de quilômetros de distância.

A ferrovia Mombaça-Nairóbi, no Quênia, recebeu atenção internacional quando foi concluída em maio de 2017, entre outras coisas, porque estava 18 meses adiantada.

A ferrovia de 480 km é a primeira linha nova para o Quênia desde a sua independência, concretizada em 1963.

Com 90% de seu financiamento procedente do banco chinês Exim, é a primeira ferrovia fora da China construída de acordo com os padrões de construção e maquinário chineses.

Para entender como a ferrovia foi construída a um ritmo de 700 metros por dia, basta olhar a máquina que colocou os trilhos.

A máquina transporta trechos pré-fabricados de trilhos ao longo de uma linha férrea, implanta um deles e rola ao longo da pista recém-colocada para implantar o próximo.

Quando os pedaços de trilho estão no lugar, os trilhos curtos anexados a cada eixo são substituídos por trilhos mais longos, que possibilitarão aos trens que circulam por essa rota uma condução mais suave.

Leva apenas quatro minutos para instalar cada eixo de trilho.

Apesar de toda a sua magia técnica, essas máquinas ainda exigem uma enorme quantidade de mão de obra.

Trabalhadores locais - supervisionados por engenheiros chineses - trabalham para criar eixos de trilhos em fábricas temporárias ao longo da rota da ferrovia.

Eles devem, então, cuidadosamente garantir que o eixo esteja preso no lugar certo, com uma margem de erro menor que 2 centímetros.

Existem preocupações quanto à segurança desses trabalhadores. No ano passado, um engenheiro chinês que trabalhava na linha Mombaça-Nairóbi disse à agência de notícias estatal Xinhua que "acidentes no local são comuns".

"Quando eles acontecem, são quase sempre graves e frequentemente fatais."

Enquanto isso, o trabalho já começou a estender a linha mais a oeste, em Kisumu, graças a outro empréstimo de US$ 1,5 bilhão do Banco Exim. A expectativa é que essa linha conecte Uganda, Ruanda, Sudão do Sul e Etiópia.

Se tudo correr conforme o planejado - dada a velocidade de construção possibilitada por essas mega-máquinas - não demorará muito para o Quênia se encontrar no centro de uma rede ferroviária da África Oriental financiada pela China. Fomte: BBC

*Reportagem adicional de Yuwen Wu. Design de Prina Shah. Desenvolvimento de Joe Reed e Josh Rayman.

quarta-feira, 25 de julho de 2018

Cérebro sobre trilhos: como o software está deixando os trens mais inteligentes?

Voamos em aviões conectados e criamos carros autônomos, mas e quanto aos trens inteligentes? Se você prestar bastante atenção, ouvirá o apito ao longe, vindo da curva digital.

A GE lançou uma plataforma de “supercérebro” que transforma locomotivas em centrais móveis de dados — ajudando a tornar os trens mais inteligentes e rápidos. “Daqui a uma década, as ferramentas digitais levarão a produtividade e a eficiência das ferrovias a níveis sem precedentes”, afirma Seth Bodnar, diretor digital da GE Transportation. “A rede inteira se acenderá como um cérebro”.


Já não era sem tempo. O cérebro ferroviário de Bodnar ajudará linhas férreas a elevar a potência de locomotivas, aperfeiçoar as operações e queimar menos combustível. “Trata-se realmente de possibilitar trens autoconscientes em um ecossistema inteligente”, afirma ele.

Em uma era de consumo e mudanças climáticas, isso é importante. Para começar, o transporte ferroviário de carga oferece grandes benefícios ambientais. Em média, os trens são quatro vezes mais eficientes em termos de combustível do que os caminhões, segundo a Associação de Ferrovias Americanas, e direcionar mais fretes às ferrovias pode reduzir o trânsito e a poluição nas rodovias. Pense que uma única locomotiva de 12 cilindros da GE Evolution Series consegue carregar o equivalente a 170 jatos Boeing 747.

O cérebro se conecta ao GoLINC — uma plataforma de software e computação a bordo que transforma a locomotiva em uma verdadeira central móvel de dados. O sistema já está em mais de 6 mil trens.

O GoLINC permite que as operadoras ferroviárias reúnam informações de sensores e câmeras para entender melhor o fluxo do tráfego ferroviário e as condições dos trilhos. Ele usa os dados para tomar decisões inteligentes, mesmo em viagens pelas Montanhas Rochosas ou pelo Deserto do Mojave.

Mas o sistema é só uma parte da visão da GE para o futuro digital do setor. A companhia quer conectar todas as suas 21 mil locomotivas, que transportam carga e passageiros em 50 países, à Predix, sua plataforma de software baseada na nuvem para a Internet Industrial.

Hoje, o setor ferroviário norte-americano lida com 500 mil atrasos por ano, e um em cada quatro trens sofre algum tipo de paralisação não planejada. Ao tornar os trens mais inteligentes e conectá-los à Internet Industrial, as transportadoras podem reduzir esse downtime. O GoLINC — trabalhando com outros aplicativos ferroviários na Predix, como o Trip Optimizer e o Yard Planner — pode antecipar questões de manutenção para que as operadoras consigam resolvê-las antes de virarem problemas. Elas podem ver onde as linhas estão funcionando com eficiência e quais rotas precisam ser retrabalhadas.

Mesmo uma pequena melhoria na eficiência pode fazer uma grande diferença. Uma redução de 1% no tempo de espera durante as paradas pode economizar US$ 2,2 bilhões, segundo a GE. Um aumento de 1,6 km/h na velocidade pode economizar US$ 2,5 bilhões.

E, ao mesmo tempo em que novas locomotivas, como a T4 da GE, saem das linhas de produção equipadas com sensores e a última tecnologia de análise de dados, a GE também está atualizando máquinas mais antigas pela metade do preço de um trem novo. Fonte: GE


domingo, 22 de julho de 2018

VLI - Equipamentos de manutenção ferroviária

A VLI, empresa especializada em operações logísticas que integram ferrovias, portos e terminais, colocou em operação na Ferrovia Norte Sul (FNS) dois novos equipamentos: um caminhão ultrassom e um guindaste ferroviário, que prometem trazer ganhos em segurança e produtividade aos trabalhos de manutenção ferroviária. As aquisições fazem parte do Programa de Mecanização de Via Permanente, que busca ampliar o uso de máquinas em serviços realizados na malha ferroviária administrada pela companhia.

Foto: MRS

O caminhão ultrassom, montado no Brasil com peças fabricadas na República Tcheca, permite identificar com maior precisão a vida útil dos trilhos, e tem o objetivo de evitar ocorrências ferroviárias. Desde que entrou em operação, o ultrassom já percorreu mais de 100 km da FNS.
Já o guindaste ferroviário traz mais agilidade no atendimento a demandas que envolvam o içamento de vagões, locomotivas ou materiais pesados. O equipamento de fabricação alemã tem capacidade para 225 toneladas e é o maior da categoria no Brasil.

Sobre a VLI

A VLI tem o compromisso de apoiar a transformação da logística no País, por meio da integração de serviços em portos, ferrovias e terminais. A empresa engloba as ferrovias Norte Sul (FNS) e Centro-Atlântica (FCA), além de terminais intermodais, que unem o carregamento e o descarregamento de produtos ao transporte ferroviário, e terminais portuários situados em eixos estratégicos da costa brasileira, tais como em Santos (SP), São Luís (MA) e Vitória (ES). A VLI transporta as riquezas do Brasil por rotas que passam pelas regiões Norte, Nordeste, Sudeste e Centro-Oeste. Fonte: Burson-Marsteller - Corporate Communications


_____________________Revista Eletrônica Transportes Sobre Trilhos - O Futuro da Mobilidade - RETT_____________________
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