sábado, 23 de setembro de 2017

Governo avalia Trem Intercidades a pedido do Banco Mundial - São Paulo

O Governo do Estado de São Paulo recebe esta semana uma equipe do Banco Mundial (Bird) em missão especial tendo como foco o projeto do Trem Intercidades. Até a próxima terça-feira (26), o diretor de infraestrutura do Bird no Brasil, Paul Procee, e mais oito profissionais da instituição farão um programa intensivo de reconhecimento e discussões sobre o projeto.


O objetivo é que o Bird receba informações para atuar como parceiro do governo paulista na modelagem da Parceria Público-Privado que viabilizará o projeto. A primeira fase do Trem Intercidades deverá ligar as cidades de São Paulo, Jundiaí, Campinas e Americana por um percurso de 135 quilômetros em trilhos, com nove estações, e investimento para implantação estimado em R$ 5 bilhões. O trem de média velocidade vai operar junto com a Linha 7-Rubi da CPTM, que já vai até Jundiaí. A estimativa inicial é de que o ramal transporte cerca de 60 mil passageiros por dia.

Para viabilizar o projeto, o Governo de São Paulo pretende contar com a iniciativa privada, por meio de PPP. Nesta modalidade de parceria, os custos de implantação são divididos entre Estado e o concessionário – este também pode ter receita com tarifas e itens acessórios (como publicidade, por exemplo). O contrato é por prazo determinado: após o encerramento da parceria, toda a infraestrutura implantada volta para o Estado.

“A ideia de que o poder público deve fazer tudo sozinho é ultrapassada. Cada vez mais as cidades e Estados em todo o mundo contam com um parceiro privado para viabilizar projetos importantes”, comentou Procee, em reunião com o governador Geraldo Alckmin na última quarta-feira (21).

A expectativa do governo paulista é que o Banco traga experiências internacionais que possam servir de exemplo para a viabilização do projeto. Atualmente, não há em operação nenhum transporte de passageiros sobre trilhos nestes moldes no Brasil.

A missão sobre o Trem Intercidades inclui também equipes das secretarias de Governo, Transportes Metropolitanos, Logística e Transportes, Fazenda, Planejamento e Habitação, além da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), Procuradoria Geral do Estado e Comissão de Monitoramento dos Contratos de Concessões e Permissões.

Até terça-feira, o grupo vai realizar visitas de campo, percorrendo os trechos de São Paulo a Campinas e de Campinas a Americana para vistoriar o traçado e avaliar questões ambientais e de desapropriação. A missão será complementada com várias rodadas de reuniões no Palácio dos Bandeirantes, incluindo discussões sobre aspectos de engenharia e operacionais, traçado, demanda, desenvolvimento social e questões econômico-financeiras.

Para implantar o Trem Intercidades, o Governo do Estado de São Paulo necessita, também, da liberação das áreas sob gestão do governo federal no traçado da futura linha. A União já mantém uma linha de cargas no traçado pretendido e precisa liberar o Estado para ocupar as margens laterais com a linha de passageiros. Fonte: Governo de São Paulo


quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Locomotivas do passado que impulsionaram a inovação sobre trilhos

No dia 13 de fevereiro de 1804, foi realizada a viagem inaugural do "cavalo mecânico", a primeira locomotiva. A máquina a vapor sobre trilhos destinava-se ao transporte mais rápido e eficiente de matérias-primas.


A primeira locomotiva do mundo, construída em 1804 por Richard Trevithick. A mineração foi o motor da economia europeia no começo do século 19. O carvão era a matéria-prima para o aquecimento da casas – já que as cidades cresciam sem parar – e para as máquinas a vapor. Para transportar quantidades cada vez maiores de carvão, colocou-se uma máquina de tração sobre trilhos.

O diretor técnico do Museu Ferroviário de Bochum-Dalhausen, Thomas Huhn, explica que os trilhos sempre foram usados na mineração, só que os vagões eram puxados por cavalos. O construtor galês Richard Trevithick foi o inventor do "cavalo mecânico", que podia fazer mais força, sem nunca se cansar. Um cavalo com a força baseada na já então famosa invenção de James Watt, a máquina a vapor. Fonte: Bahn Museum



quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Trem BNSF transporta quatro fuselagens Boeing 737 MAX-8

Um trem de cargas BNSF que transporta quatro fuselagens Boeing 737 MAX-8 lentamente se afasta do túnel do centro de Seattle e passou da Estação King Street, indo para a fábrica de Renton para montagem final. As fuselagens são fabricadas pela Spirit Aerosystems em Wichita, no Kansas. 


Os trens de cargas de hoje, são capazes de transportarem um grande número de cargas, desde grãos, minério, automóveis e até fuselagem de aviões. Foguete Soyuz também foi transportado para a plataforma de lançamento por uma locomotiva no Cosmódromo de Baikonur, no Cazaquistão. Fonte: BNSF



Cérebro sobre trilhos: como o software está deixando os trens mais inteligentes?

Voamos em aviões conectados e criamos carros autônomos, mas e quanto aos trens inteligentes? Se você prestar bastante atenção, ouvirá o apito ao longe, vindo da curva digital.

A GE lançou uma plataforma de “supercérebro” que transforma locomotivas em centrais móveis de dados — ajudando a tornar os trens mais inteligentes e rápidos. “Daqui a uma década, as ferramentas digitais levarão a produtividade e a eficiência das ferrovias a níveis sem precedentes”, afirma Seth Bodnar, diretor digital da GE Transportation. “A rede inteira se acenderá como um cérebro”.


Já não era sem tempo. O cérebro ferroviário de Bodnar ajudará linhas férreas a elevar a potência de locomotivas, aperfeiçoar as operações e queimar menos combustível. “Trata-se realmente de possibilitar trens autoconscientes em um ecossistema inteligente”, afirma ele.

Em uma era de consumo e mudanças climáticas, isso é importante. Para começar, o transporte ferroviário de carga oferece grandes benefícios ambientais. Em média, os trens são quatro vezes mais eficientes em termos de combustível do que os caminhões, segundo a Associação de Ferrovias Americanas, e direcionar mais fretes às ferrovias pode reduzir o trânsito e a poluição nas rodovias. Pense que uma única locomotiva de 12 cilindros da GE Evolution Series consegue carregar o equivalente a 170 jatos Boeing 747.

O cérebro se conecta ao GoLINC — uma plataforma de software e computação a bordo que transforma a locomotiva em uma verdadeira central móvel de dados. O sistema já está em mais de 6 mil trens.

O GoLINC permite que as operadoras ferroviárias reúnam informações de sensores e câmeras para entender melhor o fluxo do tráfego ferroviário e as condições dos trilhos. Ele usa os dados para tomar decisões inteligentes, mesmo em viagens pelas Montanhas Rochosas ou pelo Deserto do Mojave.

Mas o sistema é só uma parte da visão da GE para o futuro digital do setor. A companhia quer conectar todas as suas 21 mil locomotivas, que transportam carga e passageiros em 50 países, à Predix, sua plataforma de software baseada na nuvem para a Internet Industrial.

Hoje, o setor ferroviário norte-americano lida com 500 mil atrasos por ano, e um em cada quatro trens sofre algum tipo de paralisação não planejada. Ao tornar os trens mais inteligentes e conectá-los à Internet Industrial, as transportadoras podem reduzir esse downtime. O GoLINC — trabalhando com outros aplicativos ferroviários na Predix, como o Trip Optimizer e o Yard Planner — pode antecipar questões de manutenção para que as operadoras consigam resolvê-las antes de virarem problemas. Elas podem ver onde as linhas estão funcionando com eficiência e quais rotas precisam ser retrabalhadas.

Mesmo uma pequena melhoria na eficiência pode fazer uma grande diferença. Uma redução de 1% no tempo de espera durante as paradas pode economizar US$ 2,2 bilhões, segundo a GE. Um aumento de 1,6 km/h na velocidade pode economizar US$ 2,5 bilhões.

E, ao mesmo tempo em que novas locomotivas, como a T4 da GE, saem das linhas de produção equipadas com sensores e a última tecnologia de análise de dados, a GE também está atualizando máquinas mais antigas pela metade do preço de um trem novo. Fonte: GE


domingo, 10 de setembro de 2017

Novo trem do metrô de Moscou com suas tecnologias

Conforto, tecnologia e iluminação variável transformam viagem subterrânea na capital russa. O metrô da capital lançou um trem de nova geração chamado Moscou. Inovador, silencioso e espaçoso foram alguns dos adjetivos usados pelas autoridades da cidade para descrever a nova tecnologia. O novo veículo também descrito como “o melhor trem de metrô do mundo” e, segundo a Prefeitura, tem um custo uma vez e meia inferior a seus equivalentes estrangeiros.


Por enquanto, os novos trens estão funcionando apenas na linha Tagansko-Krasnopresnensky (violeta), que transporta o maior número de pessoas diariamente. 

Nos trens antigos, os passageiros são aconselhados a segurar os corrimãos, pois qualquer simples freada pode resultar em queda. No novo trem, porém, dá para seguir viagem sem se apoiar em nada – ou mesmo percorrendo o trem todo, já que também é possível transitar entre os vagões.

Os benefícios de não se sentar

Para as pessoas que gostam de ficar de pé, os novos trens também oferecem algumas vantagens. A primeira é são os apoios que simulam um assento, porém de pé. Além disso, há portas USB para carregar smartphones e outros dispositivos móveis. 


Mapa de consertos no metrô, informações sobre “o que fazer se...”, tarifas, regulamentos e publicidade – tudo o que costumava ser colado nos antigos trens pode ser visto em monitores com tela touchscreen.

O monitor permite ao passageiro criar seu itinerário, calcular o tempo da viagem e até assistir à TV. É claro que, em alguns pontos, ainda se vê cartazes de informação e publicidade coladas nas laterais. Fonte: Russia Beyond/Ekaterina Sinelschikova




_____________________Revista Eletrônica Transportes Sobre Trilhos - O Futuro da Mobilidade - RETT_____________________
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