quarta-feira, 24 de maio de 2017

A China quer ampliar sua influência mundial através de um colossal e dispendioso plano de infraestrutura

Esperamos desencadear novas forças econômicas para o crescimento global, construir novas plataformas para o desenvolvimento mundial e reequilibrar a globalização para que a humanidade chegue mais perto de uma comunidade de destino comum, disse o presidente chinês, Xi Jinping, ao abrir, na semana passada, um fórum internacional sobre o projeto, batizado de Nova Rota da Seda.


O fórum contou com a participação de cerca de 30 líderes mundiais, entre eles os presidentes da Rússia, Vladimir Putin, da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, da Argentina, Maurício Macri, e do Chile, Michelle Bachelet.

A ideia da Nova Rota da Seda - com nome inspirado na antiga rota comercial que ligou o Oriente e o Ocidente há dois mil anos - é melhorar conexões comerciais entre Ásia e Europa e Ásia e o leste da África, promovendo desenvolvimento, com a construção ou expansão de redes de ferrovia de alta velocidade, gasodutos, oleodutos, portos e centros logísticos.

"É um esforço ambicioso sem precedentes", disse, por sua vez, o presidente do Banco Mundial, Jim Yong Kim, sobre o plano com o qual a China pretende "sacudir" a ordem econômica mundial.

O investimento total chega a US$ 900 bilhões (R$ 2,9 trilhões).

Cúpula do Brics na China em setembro pretende fortalecer cooperação Sul-Sul

Ainda que, em teoria, o objetivo do projeto é aumentar a integração econômica entre Europa, Ásia e África, críticos em países ocidentais acreditam que o governo chinês busca, na verdade, expandir sua influência para o campo geopolítico.

Segundo a analista para assuntos chineses da BBC Carrie Gracie, tanto os oleodutos e gasodutos que atravessam a Ásia Central, como os portos do Paquistão e Sri Lanka, no Oceano Índico, poderiam servir para fins militares no futuro.

Abaixo, apresentamos cinco grandes obras que fazem parte da Rota da Seda.

1. Transporte de mercadorias China-Europa

Atualmente, a China já opera cerca de 20 linhas de trem de carga que ligam o país a cidades europeias como Londres, Madri, Roterdã ou Varsóvia. A rota China-Madri funciona há mais de um ano e é o mais extenso serviço ferroviário do mundo.

Agora, o objetivo do governo de Xi Jinping é otimizar esta rede e torná-la uma alternativa mais rápida - embora mais dispendiosa - ao tradicional transporte marítimo de produtos chineses.

As obras do novo trem de alta velocidade, que unirá os sete mil quilômetros de Pequim a Moscou, devem terminar em 2025, segundo a companhia estatal russa OAO Russian Railways. Ela reduzirá o tempo de viagem, de cinco dias, para 30 horas.

Por trás desta grande iniciativa, está a intenção da China de se consolidar como uma potência comercial global, comenta Carrie Gracie.

Custo: US$ 242 bilhões

2. Rede de trens na Ásia

Nesta seção, há dois grandes projetos futuros:

A Rede Pan-asiática

A China planeja conectar a cidade de Kunming, situada no sul do país, com Vientiane, a capital do país vizinho Laos, e com a rede ferroviária de Mianmar.

Assim que esta e outras obras semelhantes previstas em Tailândia, Camboja e Vietnã estiverem concluídas, estará formada uma rede pan-asiática ligando a China ao Sudeste asiático.

Custo: US$ 7 bilhões (apenas o trem de alta velocidade entre Kunming e Vientiane)


Alta velocidade na Indonésia

A ferrovia Jacarta-Bandung será o primeiro trem de alta velocidade da Indonésia e ajudará a melhorar o transporte público entre a capital do arquipélago e um dos principais centros econômicos de Java.

Embora várias empresas japonesas também aspirassem ganhar o projeto, o governo indonésio acabou preferindo as empresas chinesas.

Custo: US$ 5,9 bilhões

3. Corredor China-Paquistão

Aproveitando que o vizinho Paquistão é um de seus aliados históricos, a China investirá no país e ajudará no desenvolvimento do porto de Gwadar, no Mar Árabe.

A ideia de ambos os países é que se converta na versão paquistanesa do complexo portuário de Shenzhen.

A implementação deste projeto dará à China uma saída para o mar sem necessidade de que seus produtos passem pelo estreito de Malaca, onde operam piratas e o clima é desfavorável.

O projeto contempla a ampliação da rodovia de Kakarorum, umas das mais altas do mundo, que conecta a China ao Paquistão.

Custo total: US$55 bilhões

4. Porto de Colombo

Outro porto-chave nos planos da Nova Rota da Seda é o de Colombo, capital do Sri Lanka.

Embora tenha sido paralisado com a troca de governo no país - mais próximo, politicamente, da Índia -, negociações recentes permitiram a continuidade do projeto; as obras já foram retomadas.

Custo: US$1,4 bilhão

5. Projetos na África

A China já está construindo a ferrovia que unirá as duas principais cidades do Quênia: a capital, Nairóbi, e Mombasa, na costa do país.

Este projeto faz parte da futura rede de transportes da África Oriental, que conectará as cidades do Quênia com as capitais de Uganda (Kampala), Sudão do Sul (Juba), Ruanda (Kigali) e Burundi (Bujumbura).

A China já inaugurou o trem que une Adis Abeba, capital da Etiópia, com Djibouti, capital do país do mesmo nome na costa do Mar Vermelho, onde companhias chinesas estão construindo um centro logístico marítimo.

"É um desenvolvimento estratégico enorme", disse ao jornal New York Times Peter Dutton, professor de estudos estratégicos da Escola Naval de Guerra de Rhode Island, nos Estados Unidos.

"Trata-se de uma expansão do poder naval para proteger o comércio e os interesses regionais da China no Chifre da África. Isto é o que as potências em expansão costumam fazer. E a China aprendeu as lições do império britânico de 200 anos atrás", concluiu. Custo total: US$13,8 bilhões. Fonte: R7

domingo, 21 de maio de 2017

Intercidades em Tullnerfeld - Áustria

A nova linha inclui uma nova estação chamada Tullnerfeld, é o exemplo clássico de uma estação e uma linha de alta velocidade acrescentada como presente político, com pouco valor de tráfego. Foi construída longe de qualquer assentamento importante, para ser acessado por carro ou uma linha de conexão. A partir da vizinhança de aldeias na seção paralela, o número de passageiros está em nenhuma relação com a grande instalação. Trens de dois andares novos circulam entre as cidades da Áustria. Fonte: OBB

segunda-feira, 15 de maio de 2017

Lyon Saint Exupery - TGV Aeroporto

Projetada pelo Arquiteto espanhol Santiago Calatrava, a estação de Lyon na França, com 5.600 metros quadrados se assemelha a um pássaro no momento da fuga e é vista como uma porta de entrada simbólica para a região de Lyon.

Ao fundo TGV abordando a estação

A armação em aço atinge quase 40 metros de altura e sua estrutura de concreto refere-se à metáfora de um enorme pássaro com asas espalhadas. Chegando de carro você entra no salão principal através de um "Portal", formado por um pilar de concreto em forma de V que se juntam as extremidades de quatro arcos em aço.


O par do centro de arcos segue a linha do telhado para formar uma espinha, as vigas curvas exteriores abrangem mais de duas asas simétricas envidraçadas. No triangular salão principal da coluna central é formada por três arcos apoiados em conjunto por vigas diagonais. Duas grandes varandas suspensas penetram no espaço. Fonte: SNCF


quinta-feira, 11 de maio de 2017

Estação New Street de Birmingham

A estação de New Street de Birmingham é um cubo importante do transporte e um aspecto chave  na mobilidade. Ocupando uma posição importante na cidade e lidar com uma grande quantidade de tráfego, que fornece a primeira impressão de Birmingham para um grande fluxo de visitantes para o Midlands.


A proposta para Birmingham New Street Station produz uma arquitetura icônica que, além de criar uma impressão,  capaz de comunicar ao público a função do edifício e o caráter de sua localização no centro de Birmingham City. Para tal, propõe-se dar expressão à natureza dinâmica do tema ferroviário. Fonte: Archdaily


domingo, 7 de maio de 2017

Metrô de Lisboa ampliará seu sistema

Em comunicado, o Ministério adiantou que nos próximos cinco anos "serão acrescentados mais quatro quilômetros à rede em exploração e criadas quatro novas estações Estrela, Santos, Campolide e Amoreiras e que será construída uma ligação pedonal subterrânea entre a futura estação das Amoreiras e o bairro de Campo de Ourique.


Inseridas em zonas densamente povoadas, é esperado, com estas novas estações, o incremento de 12 milhões de passageiros", lê-se no documento. Uma segunda nota do Ministério do Ambiente, recuava na informação. Na nova versão, o Ministério informa que, em 2017, está prevista a ampliação do cais da estação de Arroios e a reabilitação das instalações, nomeadamente das escadas mecânicas da estação Baixa-Chiado. Já sobre 2022, o comunicado informa apenas que a rede de metro será aumentada e serão construídas novas estações, sem entrar em detalhes. Fonte: DN/Foto: Metro Lisboa PT


_____________________Revista Eletrônica Transportes Sobre Trilhos - O Futuro da Mobilidade - RETT_____________________
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