quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Alstom apresenta trem movido a hidrogênio que deve começar a operar em 2017

A Alstom apresentou nessa semana o Coralia iLint, um trem de passageiros movido a células de hidrogênio. Com esse combustível, o trem consegue se locomover sem emitir gás carbônico e com baixos níveis de ruído, o que o torna ideal para o uso em áreas metropolitanas e entre cidades.



De acordo com a empresa, o trem será capaz de viagar de 600 a 800 quilômetros por tanque a uma velocidade de 140 quilômetros por hora, usando apenas hidrogênio como combustível. O seu processo de queima de energia gera apenas água líquida e vapor, o que faz dele uma tecnologia extremamete limpa. O vídeo abaixo, em inglês, fala mais sobre o trem.

O trem utiliza como combustível gás hidrogênio (H2), que fica armazenado em reservatórios no seu teto. Quando esse hidrogêio se combina com o gás oxigênio (O2) presente no ar, ocorre uma reação exotérmica (que libera energia) e que gera água líquida, que também é armazenada no teto do trem.


Células de hidrogênio não são a única fonte de energia, porém: o trem também possui baterias de íon-lítio que conseguem armazenar energia. A energia das células é usada durante a aceleração, e as baterias são carregadas com a energia que sobra das células e quando o trem freia. As baterias usam sua energia em momentos de aceleração mais leve, o que ajuda a economizar combustível.

Inicialmente, o trem tem capacidade para levar 300 passageiros, e possui 150 assentos. A expectativa da empresa é implementar o trem em uma linha na Alemanha e tê-lo funcionando até dezembro de 2017. A Alemanha possui mais de 4000 trens movidos a diesel, e a Alstom pretende substituir boa parte dessa frota. Além dos trens, a empresa também providenciará a infraestrutura de abastecimento e manutenção dos veículos.

Segundo o site Tracks, o primeiro trem movido a hidrogênio entrou em funcionamento na China em 2015. Apesar da tecnologia já estar disponivel, o Engadget estima que o custo de implementação desses trens pode ser um pouco maior que o esperado, já que eles exigem também a atualização das garagens e estações de abastecimento para poder trabalhar com gás hidrogênio. Fonte: Olhar Digital/Gustuvo Sumares



_____________________Revista Eletrônica Transportes Sobre Trilhos - O Futuro da Mobilidade - RETT_____________________
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