terça-feira, 6 de junho de 2017

A GE e a Vale estão deixando o transporte ferroviário brasileiro mais conectado e inteligente

Em um país com custos imensos de logística como o Brasil, apostar no desenvolvimento da malha ferroviária para o transporte de carga pode ser determinante para a eficiência da indústria. Diante desse cenário, a GE segue trilhando o caminho da inovação: por meio de uma plataforma que transforma locomotivas em centrais móveis de dados, conseguimos deixar as linhas férreas mais inteligentes, elevando velocidade e produtividade ao passo que reduzimos gastos, riscos e atrasos. Eis o Trip Optimizer, solução digital da GE que já está ajudando uma das maiores mineradoras do mundo, a Vale, a deixar seus processos e ecossistemas mais conectados. Quer saber como ele funciona?



Imagine um trajeto ferroviário com tantos obstáculos que, para preservar as locomotivas, os operadores dos trens precisavam guiar de acordo com diferentes parâmetros, considerando áreas instáveis e remotas, curvas acentuadas e variações de velocidade e aceleração. Para se ter uma ideia, os maquinistas da Vale tinham um manual de instruções para conduzir o trem em diferentes trechos da via, com especificações para cada vagão e locomotiva, contemplando diversos fatores territoriais e operacionais!

Foi então que a solução da GE entrou em cena para tornar tudo mais digital. “O Trip Optimizer é um recurso à disposição dos maquinistas, como um piloto automático, capaz de proporcionar também a redução do consumo de combustível. Para isso, ele calcula de forma inteligente a aceleração e a frenagem ideais das locomotivas da composição a partir de fatores internos e externos”, explica Nelyo Oliveira, gerente de tecnologias digitais da GE Transportation para América Latina. A solução integra sistemas de bordo e de GPS, levando em consideração aspectos da ferrovia e características do trem - como comprimento, peso, limites de velocidade, tempo de trajeto, desempenho das locomotivas, rampas e relevo acidentado - para definir padrões de viagem. Dessa forma, proporciona não apenas grandes ganhos em segurança, mas também em produtividade.

Mas os desafios da Vale eram enormes: dona de alguns dos trens mais pesados e complexos do mundo, com três locomotivas e 330 vagões, os maiores objetivos da empresa eram simplificar a operação e minimizar a queima de combustível na rota da Estrada de Ferro Carajás (EFC), ferrovia com 892 quilômetros de extensão utilizada principalmente para o transporte de minério de ferro. Além disso, garantir fidelidade ao plano de viagem estabelecido, reduzir as forças internas nos engates e ajustar o tamanho do trem conforme a demanda também eram pontos críticos. “A Vale precisava de flexibilidade na operação, com a possibilidade de variar o número de carros e locomotivas de acordo com a necessidade”, conta Lucas Malta, líder do programa de tecnologias digitais para Transporte e Aviação do Centro de Pesquisas da GE localizado no Rio de Janeiro. “Como o trem era muito difícil de dirigir, todo aquele manual precisaria ser refeito, pensando na nova configuração da operação”, considera.


A partir de todas essas demandas, o nosso Centro de Pesquisas atuou com força total. “Foram necessárias duas adaptações para implementar o produto com efetividade: uma para a base do computador de bordo, que é responsável pelo planejamento de automação e controle do combustível, e outra para os desafios particulares da Vale, que demandavam funcionalidades personalizadas”, conta Malta, que participou ativamente das pesquisas para customizar a solução. “Durante o teste piloto, os desenvolvedores do Centro de Pesquisas realizaram simulações para entender o que não fazia sentido para a Vale e precisaria ser mudado. Depois, foi feita uma investigação para verificar onde havia oportunidade de economia, ajustando os cálculos para a realidade da operação até conseguir melhorar os resultados”, resume o pesquisador.


Revisando tais configurações, a meta era reduzir o consumo de combustível em, no mínimo, 3% em comparação a trens que não usam o Trip Optmizer. Após vários meses de ajustes e alinhamentos entre os pesquisadores do Centro de Pesquisas da GE no Rio de Janeiro, a área de engenharia da Vale e os times da GE Transportation dos Estados Unidos e Brasil, esse número excedeu as expectativas: atingimos 3,65% de economia. Para completar, foi possível padronizar as viagens, oferecer maior flexibilidade operacional e evitar paradas não planejadas. O sucesso da implementação foi tão grande que a Vale solicitou testes pilotos do Trip Optimizer para outras duas operações: a Estrada de Ferro Vitória a Minas, que liga as minas da Vale ao Porto de Tubarão (ES), e do Corredor Nacala, em Moçambique.

Confira no infográfico abaixo como os testes e adaptações do Trip Optimizer foram feitos para a Vale, trazendo diversos benefícios mensuráveis:


O projeto, que representou uma das primeiras experiências de testes com o Trip Optimizer fora dos Estados Unidos, foi pioneiro na implementação desse tipo de tecnologia na América Latina. Atualmente, em todo o mundo, são quase 3 mil trens operados todos os dias utilizando os benefícios operacionais dessa solução digital, resultando em mais de 16 milhões de quilômetros já percorridos por trens inteligentes! Acompanhe o GE Reports Brasil e saiba mais sobre a excelência do projeto com a Vale! Fonte: GE Brasil
_____________________Revista Eletrônica Transportes Sobre Trilhos - O Futuro da Mobilidade - RETT_____________________
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