quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Cérebro sobre trilhos: como o software está deixando os trens mais inteligentes?

Voamos em aviões conectados e criamos carros autônomos, mas e quanto aos trens inteligentes? Se você prestar bastante atenção, ouvirá o apito ao longe, vindo da curva digital.

A GE lançou uma plataforma de “supercérebro” que transforma locomotivas em centrais móveis de dados — ajudando a tornar os trens mais inteligentes e rápidos. “Daqui a uma década, as ferramentas digitais levarão a produtividade e a eficiência das ferrovias a níveis sem precedentes”, afirma Seth Bodnar, diretor digital da GE Transportation. “A rede inteira se acenderá como um cérebro”.


Já não era sem tempo. O cérebro ferroviário de Bodnar ajudará linhas férreas a elevar a potência de locomotivas, aperfeiçoar as operações e queimar menos combustível. “Trata-se realmente de possibilitar trens autoconscientes em um ecossistema inteligente”, afirma ele.

Em uma era de consumo e mudanças climáticas, isso é importante. Para começar, o transporte ferroviário de carga oferece grandes benefícios ambientais. Em média, os trens são quatro vezes mais eficientes em termos de combustível do que os caminhões, segundo a Associação de Ferrovias Americanas, e direcionar mais fretes às ferrovias pode reduzir o trânsito e a poluição nas rodovias. Pense que uma única locomotiva de 12 cilindros da GE Evolution Series consegue carregar o equivalente a 170 jatos Boeing 747.

O cérebro se conecta ao GoLINC — uma plataforma de software e computação a bordo que transforma a locomotiva em uma verdadeira central móvel de dados. O sistema já está em mais de 6 mil trens.

O GoLINC permite que as operadoras ferroviárias reúnam informações de sensores e câmeras para entender melhor o fluxo do tráfego ferroviário e as condições dos trilhos. Ele usa os dados para tomar decisões inteligentes, mesmo em viagens pelas Montanhas Rochosas ou pelo Deserto do Mojave.

Mas o sistema é só uma parte da visão da GE para o futuro digital do setor. A companhia quer conectar todas as suas 21 mil locomotivas, que transportam carga e passageiros em 50 países, à Predix, sua plataforma de software baseada na nuvem para a Internet Industrial.

Hoje, o setor ferroviário norte-americano lida com 500 mil atrasos por ano, e um em cada quatro trens sofre algum tipo de paralisação não planejada. Ao tornar os trens mais inteligentes e conectá-los à Internet Industrial, as transportadoras podem reduzir esse downtime. O GoLINC — trabalhando com outros aplicativos ferroviários na Predix, como o Trip Optimizer e o Yard Planner — pode antecipar questões de manutenção para que as operadoras consigam resolvê-las antes de virarem problemas. Elas podem ver onde as linhas estão funcionando com eficiência e quais rotas precisam ser retrabalhadas.

Mesmo uma pequena melhoria na eficiência pode fazer uma grande diferença. Uma redução de 1% no tempo de espera durante as paradas pode economizar US$ 2,2 bilhões, segundo a GE. Um aumento de 1,6 km/h na velocidade pode economizar US$ 2,5 bilhões.

E, ao mesmo tempo em que novas locomotivas, como a T4 da GE, saem das linhas de produção equipadas com sensores e a última tecnologia de análise de dados, a GE também está atualizando máquinas mais antigas pela metade do preço de um trem novo. Fonte: GE


_____________________Revista Eletrônica Transportes Sobre Trilhos - O Futuro da Mobilidade - RETT_____________________
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